Por Blake Brittain
26 Mai (Reuters) - Walt Disney, Universal e Warner Bros Discovery conseguiram se defender de um pedido da MiniMax para rejeição de um processo nos Estados Unidos que acusa a companhia chinesa de roubo de propriedade intelectual para construir seu sistema de inteligência artificial gerador de imagens e vídeos Hailuo.
O juiz distrital dos EUA, Stanley Blumenfeld, rejeitou na sexta-feira os argumentos da MiniMax de que os estúdios não fizeram uma reivindicação válida e que o tribunal dos EUA não tinha jurisdição sobre a empresa.
Porta-vozes e advogados das empresas não comentaram o assunto nesta terça-feira.
Os estúdios processaram a MiniMax no ano passado, alegando que a companhia chinesa treinou o Hailuo em material protegido por direitos autorais e usou seus personagens para comercializar o sistema como um "estúdio de Hollywood de bolso". Os estúdios alegaram que o Hailuo gerou imagens e vídeos, incluindo personagens do universo Marvel, filmes de "Guerra nas Estrelas" e outras franquias de sucesso de bilheteria sem permissão.
O caso é um dos muitos movidos por grandes empresas de mídia, autores, veículos de notícias e outros detentores de direitos autorais contra empresas de tecnologia por supostamente usaram seu conteúdo sem permissão para treinar sistemas de IA. Os estúdios entraram separadamente com ações judiciais semelhantes contra a empresa de IA Midjourney.
A MiniMax argumentou que o tribunal da Califórnia não poderia julgar o caso porque a empresa faz todos os seus negócios na China. Mas Blumenfeld disse que há evidências de que a empresa ofereceu o aplicativo Hailuo nos Estados Unidos.
Blumenfeld também rejeitou o argumento da MiniMax de que os estúdios não conseguiram apresentar uma reivindicação válida, concluindo que a reclamação dos estúdios "alega claramente reivindicações plausíveis" de violação de direitos autorais.



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