Por Courtney Rozen
WASHINGTON, 20 Mar (Reuters) - O presidente-executivo do Pinterest, Bill Ready, defendeu nesta sexta-feira que os líderes mundiais proíbam mídias sociais para jovens menores de 16 anos.
Ready publicou a declaração no LinkedIn nesta sexta-feira enquanto um julgamento em Los Angeles sobre o uso de mídias sociais por jovens está em andamento. Google e Meta enfrentam alegações de que seus aplicativos estão alimentando uma crise de saúde mental entre os jovens. O júri está deliberando sobre o veredicto.
"Precisamos de um padrão claro: nenhuma mídia social para adolescentes com menos de 16 anos, apoiado por aplicação e responsabilidade reais pelos sistemas operacionais de celulares e pelos aplicativos que são executados neles", escreveu Ready. O Pinterest é uma plataforma de compartilhamento de imagens.
Ready apontou como modelo a proibição da mídia social na Austrália para jovens menores de 16 anos.
Ao pedir a proibição, Ready está assumindo uma posição diferente da definida pelos líderes das maiores empresas de tecnologia do mundo, que estão enfrentando uma pressão cada vez maior de órgãos reguladores, tribunais e parlamentares para mudarem a forma como crianças e adolescentes usam seus produtos devido aos impactos sobre a saúde mental.
Os usuários devem ter 13 anos para se inscreverem em uma conta do Pinterest nos EUA, de acordo com o site da empresa.
Nos últimos anos, a empresa tentou se posicionar como um site de referência para a Geração Z, definida de forma ampla como pessoas nascidas entre 1997 e 2012. Um terço dos usuários do Pinterest tem entre 17 e 25 anos, de acordo com a Apptopia, uma empresa de pesquisa.

