Por John Revill
ZURIQUE, 13 Mai (Reuters) - As encomendas feitas à Siemens aumentaram mais do que o esperado nos primeiros três meses do ano, embora a receita e o lucro tenham ficado aquém das previsões e a guerra no Oriente Médio tenha criado o que o presidente-executivo do grupo alemão chamou de "ambiente geopolítico muito tenso".
Os pedidos, uma métrica de desempenho futuro para uma das maiores empresas de engenharia da Alemanha, aumentaram 11% no período de janeiro a março, impulsionados por forte demanda, especialmente dos Estados Unidos, bem como de centros de processamento de dados, serviços de energia e fabricantes de produtos militares.
O presidente-executivo da Siemens, Roland Busch, disse a jornalistas que o "comportamento de compra dos clientes" ainda não tinha sido visivelmente afetado pela interrupção causada pela guerra no Oriente Médio, que começou no final de fevereiro.
Mas ele disse que a Siemens está monitorando os acontecimentos e o possível impacto sobre inflação, cadeias de suprimentos e a confiança dos consumidores.
"Se olharmos para todos os mercados, veremos uma leve recuperação em certas áreas na região da China, nos EUA, com relação ao comportamento de investimento, aeroespacial, defesa e, até certo ponto, ciências da vida", disse Busch.
VENDAS ESTÁVEIS E LUCRO MENOR
A Siemens disse que as vendas durante o segundo trimestre fiscal ficaram estáveis em 19,76 bilhões de euros, abaixo das previsões de 20,14 bilhões em um consenso de analistas reunido pela empresa.
O lucro da divisão industrial caiu 8%, para 2,97 bilhões de euros, ficando perto da previsão média de 3,05 bilhões de euros, depois que a empresa registrou um ganho de 300 milhões de euros com a venda de divisão de cabos e fios no ano passado, o que também causou um declínio nas margens de lucro.
O lucro líquido caiu para 2,24 bilhões de euros ante estimativa média do mercado de 2,13 bilhões. A empresa também anunciou uma recompra de ações de até 6 bilhões de euros nos próximos cinco anos.
A Siemens disse que sua carteira de pedidos atingiu um recorde de 124 bilhões de euros, impulsionada por seus três principais negócios: automação de fábricas, infraestrutura de construção e mobilidade.
A empresa disse que ainda espera um crescimento comparável da receita na faixa de 6% a 8% e que receberá mais pedidos do que entregará, com um índice book-to-bill, o que implica uma dinâmica de receita futura, acima de 1 para o ano fiscal de 2026, que vai até o final de setembro.
A empresa também manteve sua previsão de lucro por ação para o ano na faixa de 10,70 a 11,10 euros.




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