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xAI processa usuário do Grok por “deepfakes” sexualizados

Reuters

Por Blake Brittain

15 Jul (Reuters) - A xAI, startup de inteligência artificial de Elon Musk, abriu processo judicial contra um morador do estado norte-americano da Carolina do Sul preso no início deste ano sob a acusação de exploração sexual de menores, alegando que ele utilizou indevidamente o sistema de IA da empresa, o Grok, para criar material de abuso sexual infantil.

A xAI alega na ação judicial, aberta na terça-feira em um tribunal federal do Texas, que Terry Harwood violou os termos de serviço da empresa. O caso é um dos primeiros movidos por uma empresa de IA contra um de seus usuários por supostamente usar um sistema de IA para gerar material explícito.

As informações de contato de Harwood, que foi preso em fevereiro, não estavam disponíveis imediatamente. Porta-vozes da xAI não comentaram o assunto nesta quarta-feira.

O processo da empresa contra Harwood ocorre após intensas críticas globais contra a xAI sobre alegações de que o Grok permitiu que usuários gerassem deepfakes sexualizados sem consentimento, ou seja, vídeos com aparência realista criados por IA.

A petição inicial da xAI afirma que a empresa “aplica suas regras contra infratores por meio de suspensões e encerramentos de contas, além de denunciar materiais suspeitos de abuso sexual infantil”.

“De fato, a autora (xAI) suspendeu 52.222 contas e fez 73.604 denúncias em 2026, resultando em (pelo menos) 244 prisões”, afirma a ação judicial.

A xAI afirma que Harwood enviou imagens não sexuais de adultos e menores para o Grok e tentou usar o sistema para gerar deepfakes sexualmente explícitos com base nelas. A ação também alega que ele criou imagens sexuais não consensuais de adultos.

A empresa pede ao tribunal indenização por danos materiais de valor não especificado e uma ordem judicial impedindo permanentemente Harwood de usar o Grok.

“As ações do réu constituíram um esquema calculado para transformar a ferramenta da autora em arma para fins criminosos, expondo vítimas reais a danos profundos e duradouros, ao mesmo tempo em que expôs a autora a um risco jurídico significativo e a danos à sua reputação”, afirma a xAI na ação judicial.

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