Morreu aos 80 anos o cineasta Luis Puenzo, diretor de A História Oficial, primeiro filme argentino a vencer o Oscar. A informação foi confirmada nesta terça-feira, 21, pela Sociedade Geral de Autores da Argentina, a Argentores.
Nascido em Buenos Aires em 19 de fevereiro de 1946, Puenzo iniciou a carreira na década de 1960 na área da publicidade. Ele estreou como roteirista e diretor de longas-metragens em 1973, com o filme infantil Luces de Mis Zapatos. O reconhecimento internacional, no entanto, veio em 1985, com A História Oficial.
O drama recebeu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro (hoje Melhor Filme Internacional) em 1986, marcando a primeira vez que o cinema argentino conquistou uma vitória na premiação hollywoodiana.
A História Oficial se passa durante o período da ditadura militar argentina e aborda o sequestro de crianças nascidas de mulheres mantidas em centros de detenção. Coescrito com Aída Bortnik, também foi premiado no Festival de Cannes e no Globo de Ouro.
Na trama, uma professora de história do ensino médio passa a desconfiar que sua filha adotiva possa ser filha biológica de desaparecidos políticos. A partir da suspeita, ela começa a investigar o passado e inicia uma busca angustiante pela verdade.
Puenzo estava afastado da vida pública há alguns anos em virtude de um problema de saúde. Pelo conjunto de sua obra, no entanto, teve papel ativo na manutenção e no incentivo ao audiovisual argentino. Em 1994, foi um dos promotores da Lei do Cinema, legislação que consolidou o financiamento à indústria no país. Foi membro fundador da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas da Argentina e também presidiu o INCAA - Instituto Nacional de Cinema e Artes Audiovisuais.
A causa da morte de Luis não foi informada. O realizador deixa familiares e amigos - entre eles, a sua filha, a cineasta e roteirista Lucía Puenzo.



