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Autor de 'Os Três Mosqueteiros' é homenageado pelo Google

1 Minuto Nerd por Átila Simonsen

Por 1 Minuto Nerd por Átila Simonsen
28/08/2020 às 13h44 — em 1 Minuto Nerd por Átila Simonsen
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Autor de 'Os Três Mosqueteiros' é homenageado pelo Google
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O Google está promovendo uma homenagem a um dos autores franceses mais reverenciados do século 19, Alexandre Dumas (pai). O que pouca gente sabia é que o autor de ‘Os três mosqueteiros’ e  ‘O conde de Monte Cristo’ era homem preto e está assim retratado no Doodle de hoje (28).

Para quem não tá entendendo: Dumas era retratado em seus livros como um homem branco. A jogada da editora era para garantir as vendas, já que a sociedade francesa em 1840 ainda era muito racista. Com o tempo, o rosto ‘branco’ do autor tornou-se o mais comum a ser visto.

“Doodle de hoje celebra Alexandre Dumas. Talvez mais conhecido por romances de aventura fanfarrões, Dumas produziu uma prolífica obra que continua a emocionar leitores em todo o mundo hoje.

Quando clicamos no doodle, vemos uma espécie de sinopse de “Le Comte de Monte Cristo ” (“O Conde de Monte Cristo,” 1844-45) , está incluída (sem spoiler!) na arte do Doodle de hoje”.

De acordo com o próprio Google, foi em 28 de agosto de 1884 que o jornal parisiense Les Journal des Débats (O Jornal de Debates) publicou a primeira parte do romance. Foi publicado em séries e por isso foi terminada somente em 1846.

História de Alexandre Dumas

Dumas Davy de la Pailleterie nasceu em 1802 em Villers-Cotterêts, França. Era neto do marquês Alexandre Antoine Davy de la Pailleterie e de uma escrava (ou liberta, não se sabe ao certo) negra, Marie-Césette Dumas. Seu pai foi Thomas Alexandre Davy de la Pailleterie, mais conhecido como General Dumas, grande figura militar de sua época.

Ele mudou seu nome para Alexandre Dumas, assumindo o sobrenome da avó paterna Marie-Césette Dumas, mulher afrodescendente e escrava em Saint-Domingue (atual Haiti).

Enquanto trabalhava em Paris, Dumas começou a escrever artigos para revistas e também peças para teatro. Em 1829 foi produzida sua primeira peça, Henrique III e sua Corte, alcançando sucesso de público. Na revolução que depôs o rei Carlos X de França e substituiu-o no trono pelo ex-patrão de Dumas, o Duque d'Orléans, que governaria com o nome de Luís Filipe de França, alcunhado de Rei Cidadão.

Ele escreveu romances e crônicas históricas com muita aventura que estimulavam a imaginação do público francês e de outros países nos idiomas para os quais foram traduzidos.

Sepultado no local onde nasceu, o corpo de Alexandre Dumas ficou no cemitério de Villers-Cotterêts até 30 de novembro de 2002. Sob as ordens do presidente francês Jacques Chirac, seu corpo foi exumado e, numa cerimónia televisiva, seu novo caixão, carregado por quatro homens vestidos como os mosqueteiros Athos, Porthos, Aramis e D'Artagnan, foi transportado em procissão solene até o Panteão de Paris, o grande mausoléu onde grandes filósofos e escritores da França estão sepultados.

Em seu discurso, o presidente Chirac disse: "Contigo, nós fomos D'Artagnan, Monte Cristo ou Balsamo, cavalgando pelas estradas da França, percorrendo campos de batalha, visitando palácios e castelos -- contigo, nós sonhamos." Numa entrevista após a cerimônia, Chirac reconheceu o racismo que existiu, dizendo que um erro agora foi reparado, com o sepultamento de Alexandre Dumas ao lado dos companheiros autores Victor Hugo e Voltaire.

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Átila Simonsen
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