Manaus/AM - Ao som da canção “Cajuína”, de Caetano Veloso, os bailarinos do Corpo de Dança do Amazonas (CDA) apresentam o espetáculo “A que será que se destina?” nesta terça-feira (20), às 20h, no Teatro Amazonas com entrada franca. Criação coletiva do elenco da companhia, a coreografia busca uma aproximação do público propondo uma reflexão sobre vida e arte em forma de dança.
Em “A que será que se destina?”, os integrantes do CDA traduzem a sonoridade e a poesia de “Cajuína” numa coreografia baseada na linguagem da dança contemporânea. A partir da escolha da canção célebre de Caetano Veloso como trilha sonora, o trabalho de criação se desenvolveu como desdobramento de reflexões surgidas a partir da música.
Estímulo à criação – “A que será que se destina?” resulta da iniciativa do CDA de incentivar o trabalho de seus bailarinos como intérpretes-criadores, segundo Adriana. “Iniciamos com experimentos em estúdio, num trabalho técnico e corporal com estímulos meus e de André. A partir daí, cada um desenvolveu suas criações de forma subjetiva”.
Os experimentos incluíram também apresentações ao público, com a execução de trechos de criações coreográficas em lugares como o Largo de São Sebastião. A pesquisa de trilha sonora para apoiar o trabalho começou também a partir desse momento.
“Fomos em busca de sonoridades que remetessem a uma dança mais popular, no sentido de ter proximidade com as pessoas. ‘Cajuína’ nos pegou primeiro pelo ritmo, mas também pela poesia e pela letra”, conta a professora assistente.
Interação com a plateia – Essa busca pela proximidade com o público também norteou o trabalho do elenco do CDA, inspirando uma coreografia em que os bailarinos quebram a barreira do palco para interagir com os espectadores. Contribui para isso o minimalismo da cenografia e do figurino, que evidencia o corpo e os gestos dos artistas em cena.
“O trabalho começa bem técnico e denso, com cada bailarino concentrado em si mesmo. Em dado momento, algum deles fura a bolha, e a coreografia se torna mais horizontal, mais próxima dos espectadores, com alguns bailarinos até saindo de cena e chamando as pessoas para dançar”, explica Adriana.

