Manaus/AM - Comemorando 30 anos de carreira, a atriz Elisa Lucinda se joga num profundo mergulho poético em ‘A Paixão Segundo Adélia Prado’ e traduz a poeta mineira num roteiro criado para revelar sua noção pagã e sacra do pecado e desnudá-la por obra de sua própria palavra. O momento também celebra os 20 anos do encontro entre a atriz e a diretora Geovana Pires que escolheram Adélia Prado para selar esta festa. As apresentações via Governo do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura, Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro e projeto Vivo EnCena, da Vivo, acontecem nos dias 11 e 12 de março no Teatro Amazonas.
Na montagem, sob a direção de Geovana Pires, é revelada uma Adélia que muitas vezes não se mostra logo à primeira olhada, mas está essencialmente presente na sua poesia de carne e de sangue. Por conta do sacro véu que parece cobrir a marca de sua obra, não se vê seu particular e escancarado erotismo, seu desejo e muito menos sua disponibilidade amorosa, seu romance, seu olhar por debaixo da própria saia e das da sua geração, regida pela imagem da Virgem e o extremo desejo reprimido.
Sem tratar do tema na obviedade e sem pretender discursos panfletários, nesta peça, por meio de seus inúmeros elementos cotidiano e femininos, é mostrada a sexualidade desta mulher que traz dentro dela a religiosa pecadora a quem Elisa Lucinda dá vida, com a música de Carlos Malta, a luz de Djalma Amaral, figurino de Madu Penido, cenário de Bia Junqueira e expressão corporal de Duda Maia.
Vivo Transforma
A Vivo acredita que o teatro vai além do espetáculo e investe na cultura como elemento de transformação. “Ficamos muito contentes em apoiar este projeto, que é sucesso de público por onde passa. A Vivo é a única empresa privada a manter continuamente o apoio ao teatro brasileiro porque acredita e incentiva projetos que promovem o desenvolvimento sustentável do nosso país, com benefícios econômicos, sociais e culturais” revela a diretora de Sustentabilidade da Vivo, Joanes Ribas.

