Manaus/Am - Uma exposição com 30 peças fotográficas que exaltam o Teatro Amazonas e o entorno do patrimônio é a proposta de “Minha Cultura, Meu Maior Patrimônio”, que acontece no Centro Cultural Usina Chaminé, a partir das 16h desta terça-feira (19/12) e segue até fevereiro de 2018. O evento tem entrada gratuita.
Os registros fotográficos foram feitos por alunos do Núcleo de Artes do Instituto de Educação do Amazonas (IEA), com idades entre 10 e 14 anos. A coordenação do projeto ficou a cargo da professora mestre Denise Bezerra Rodrigues e a curadoria artística é do artista plástico Otoni Mesquita.
“A exposição é realizada por um pequeno grupo de estudantes que participam de uma iniciação científica na defesa do patrimônio e na ligação afetiva com a cidade, transformando-os em guardiões do patrimônio”, declara o artista. “O patrimônio ganha mais relevância, e assim nós esperamos que a nossa população se envolva mais a partir desses olhares sobre a cidade junto com os olhos da juventude”, complementa Otoni Mesquita.
Projeto - A professora Denise Bezerra Rodrigues explica que a exposição está vinculada ao projeto de Educação Patrimonial do Programa Ciência na Escola (PCE), pelo qual os alunos recebem uma bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) para realizar o projeto.
“Funciona como uma alfabetização científica dentro do tema de educação patrimonial. Eles aprendem sobre este conceito, fazem leituras e uma das fases também é o registro fotográfico. Escolhi este tema porque estudamos dentro de um patrimônio, que é o IEA, e queremos que eles tenham este sentimento de pertencimento com o que é nosso, da escola deles e do entorno do Centro Histórico”, destaca.

O projeto também mantém um site onde é possível ver os bastidores das visitas dos alunos aos patrimônios da capital. O endereço para visita é o https://patrimoniomanaus.wordpress.com/.
Solidariedade - Além do cunho científico e cultural, o projeto também apresenta um lado solidário. Segundo a professora Denise, as obras poderão ser adquiridas por um valor simbólico e a renda será destinada para o abrigo O Coração do Pai, que acolhe crianças em situação de risco pessoal e social.
“As obras ficam na Usina Chaminé até fevereiro, mas o visitante pode comprar e pegar sua obra após o término da exposição. A ideia é fazer com que nossas crianças também ajudem outras crianças”, explica Denise.
Horários - A exposição fica no Centro Cultural Usina Chaminé até fevereiro de 2018. Os horários de visitação, até 29 de dezembro, são de terça a sexta, de 9h às 14h, e aos sábados, de 9h às 13h.


