Manaus/AM - Os alimentos orgânicos, com produção natural e sustentável, têm ganhado cada vez mais espaço na mesa do brasileiro. Em Manaus, quem está na busca por uma dieta livre de agrotóxicos terá uma nova alternativa para a compra de frutas, legumes, verduras e hortaliças: a Feira da FAS. O evento ocorre no próximo dia 30, a partir das 8h, na sede da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), localizada na Rua Álvaro Braga, 351, Parque 10 de Novembro. A entrada é gratuita.
A partir desta edição, o Espaço Hortifrúti da feira será ocupado exclusivamente por produtores orgânicos. A iniciativa é resultado de uma parceria da FAS com a Rede Maniva de Agroecologia do Amazonas (Rema), que atua no apoio à implantação de políticas públicas para a agricultura orgânica no Estado.
Benefícios
A conscientização por uma alimentação mais saudável tem estimulado o crescimento do consumo de alimentos orgânicos e a discussão sobre o uso de substâncias nocivas à saúde na agricultura, como agrotóxicos, pesticidas e fertilizantes químicos.
As técnicas usadas no processo de produção orgânica não só visam manter a qualidade do alimento, como respeitam o meio ambiente. Dessa forma, diminuem a possibilidade de danos à saúde da população e de impacto à natureza, conforme explica o coordenador da Rema.
“O alimento orgânico não possui agrotóxico, nenhum tipo de produto sintético, dessa forma, não agride o produtor e é saudável para o consumidor. Já a agricultura baseada em insumos químicos e mecanização provoca a degradação do meio ambiente, a contaminação do lençol freático e a contaminação do ser humano. Hoje em dia, com a gama de informação disponível na internet, a alimentação saudável ganha cada vez mais evidência. Em Manaus, nós que estamos presente nas feiras e próximo aos agricultores, observamos um aumento de consumo de produtos orgânicos e uma diversidade de pessoas novas que estão começando a procurar essa alternativa”, afirma Menezes.
Além de vantagens para a saúde e meio ambiente, o consumo de alimentos orgânicos garante a integridade cultural das comunidades rurais e a sustentabilidade econômica de pequenos produtores. “Do ponto de vista do agricultor, é um incentivo para que ele possa produzir mais, estimulando também outros produtores que ainda não são orgânicos a integrar esse processo que visa a autonomia, a autoestima e a independência”, conclui.

