Conhecida como ‘Cidade Luz’ e celebrada por seu rico histórico cultural, a capital da França é a inspiração do Recital Ambev VI – Je Suis Paris (Eu sou Paris), atração desta quinta-feira, (1º/06), às 19h, no Teatro da Instalação, no Centro. O espetáculo para os apaixonados pela ‘ville lumière’ conta com a apresentação de Isabelle Sabrié, soprano francesa residente em Manaus, e de Marcelo de Jesus, ao piano. O recital, com entrada gratuita, faz parte da programação do XX Festival Amazonas de Ópera (FAO), com patrocínio máster de Bradesco Prime, e patrocínio da Ambev.
Reunindo uma série de canções inspiradas em Paris, escritas por grandes artistas que viveram na capital francesa, o recital traz composições de nomes como os brasileiros Heitor Villa-Lobos (1887-1959) e Vinicius de Moraes (1913-1980), o italiano Giacomo Puccini (1858-1924), o francês Francis Poulenc (1899-1963) e o norte-americano Cole Porter (1891-1964). Estão no programa ainda peças do compositor amazonense Claudio Santoro (1919-1989), do francês Charles Aznavour (1924) e de Antonio Santana, brasileiro que hoje reside em Paris.
“Paris inspirou músicas absolutamente lindas, algumas das quais vamos reunir neste recital. É o caso de ‘I love Paris’, que fecha o espetáculo, em que Cole Porter cantava, ‘I love paris in the springtime’”, antecipa a soprano, que é parisiense e já participou de festivais líricos em diversos países. Ela levará ao palco todo seu talento também interpretando uma composição própria, Le Jardin Parisien, entre outras criações do seu repertório autoral.
Trajetória
Nascida em Paris, Isabelle Sabrié recebeu o Primeiro Prêmio de Ópera no Conservatoire National Supérieur de Musique de Paris em 1992, e foi premiada no Concurso Mundial de Ópera Placido Domingo, em 1994. Interpretou Zerbinetta, a Rainha da Noite (Imalyre Video 1992), na França, Bélgica, Alemanha, Espanha, Eslovênia, entre outros países. Gravou com Emile Naoumoff In memoriam Lili Boulanger, divulgado por rádios clássicas de todo o mundo.
Como solista convidada, cantou os Vier letzte Lieder de Strauss (Schneider), as Nuits d’été de Berlioz (Ricour). Radicada em Manaus desde 2007, protagonizou Roméo et Juliette de Gounod, em Belém, além de papéis como Maria da Yerma de Villa-Lobos (De Jesus /Aguilera), Suor Angelica de Puccini (Malheiro) e Madame Lidoine de Diálogos das Carmelitas de Poulenc (De Jesus/Pereira). Em 2016, foi a Médée em francês de Cherubini (De Jesus/Heller-Lopes).
Estreou mundialmente a Onheama de Ripper, em 2015, bem como suas obras autorais como compositora, espacializadas nos teatros. Entre suas composições estão “Viajar”, que teve estreia mundial no ano passado, sob regência de De Jesus; e “Rockie Sonate” e “Le Jardin Parisien”, que estreiam este ano.

