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Livro de poemas eróticos em edição bilíngue será lançado no dia do escritor

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Livro de poemas eróticos em edição bilíngue será lançado no dia do escritor
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Segredos da Fênix é o primeiro livro publicado no Brasil do poeta e escritor espanhol Saturnino Valladares – que será lançado dia 25 de julho (Dia do Escritor), no SESC Amazonas, localizado na Rua Henrique Martins, XX, Centro de Manaus, às 20 horas.

A obra já publicada na Espanha, sua terra natal - traz uma versão bilíngue, com uma série de poemas curtos, que formam, segundo o autor “um único poema”.

“Em 2010 a editora espanhola CELYA publicou Secretos del Fénix, meu terceiro livro de poemas. Estes fragmentos poéticos nasceram no Rio de Janeiro uma década antes. Em Galiza formaram seu ninho e, desde ali, deslocaram-se crescendo as Filipinas, Índia, Colômbia, Cuba, Quênia, Nicarágua, Dinamarca, Escócia, Portugal, Inglaterra e alguns outros lugares. No entanto, o Fénix teve que voltar ao Brasil, à Salvador na Bahia, para cumprir seu ciclo vital, para morrer e ressurgir de suas cinzas. Eram os anos de 2007 e 2008”, revela o autor.

De acordo com Valladares, Segredos da Fênix é o mais brasileiro dos meus quatro livros de poemas publicados até agora.

Para o escritor Tenório Telles, que assina a orelha do livro, Saturnino Valladares poetiza um tema fundamental da tradição poética e que encerra em si os vigores da vida – da criação, do desejo, da norte, do renascimento – em que a força de Eros é vivificadora do humano e, ao mesmo tempo, ponte entre o profano e o sagrado.

“Eu me servi da ave Fênix como símbolo do erotismo, por sua capacidade de atravessar a morte como um período de transição para voltar à vida. Desde esta particular visão, o encontro amoroso converte-se num ciclo único e inquebrantável, onde miradas, carícias e clímax confundem princípio e fim em si mesmos, isto é, não existe o fim, nem a finalidade, unicamente a transição para uma nova fase amorosa”, completa o poeta.

Telles reafirma que Saturnino é um autor que honra a tradição da poesia, e a precisão com que constrói seus textos evidencia o domínio da linguagem e o rigor com que tece a tapeçaria imagética que plasma sua poesia.

“Nas malhas de seu canto e entre as camadas de seus versos, o eu lírico se insinua e se enuncia por meio do fogo que o consome (ele, o poeta, é a Fênix entoada”, diz.

Para o autor é uma enorme satisfação se apresentar aos leitores deste país, que sente como próprio, na excelente edição da editora Valer e a cuidadosa tradução de Luana Ferreira Rodrigues.

Contra o nada e o silêncio, o poeta se diz pelo canto – “feito de carne, sangue e desejo”, sintetiza Tenório Telles.

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