
A advogada Islene Marques Setubal, 38 anos, afirmou ter sido vítima de violência policial na madrugada deste domingo (30), durante o exercício da profissão. A advogada alega ter sido agredida fisicamente por um policial militar, quando buscava comprovar a autenticidade do Alvará de Funcionamento da casa de show do seu cliente, que estava sendo lacrada pela Polícia Militar. O presidente da OAB/AM, Alberto Simonetti Neto, exige a apuração do caso e a punição dos agressores, se comprovada a violência e o desrespeito aos direitos e prerrogativas da advogada. O caso está sendo investigado pela Corregedoria da Polícia Militar.
De acordo com a advogada, uma equipe de policiais militares lacrou uma casa de shows sob a alegação de que o Alvará de Funcionamento apresentado pelo proprietário seria falso. A advogada foi chamada ao local, por volta de 3h48 deste domingo, pelo proprietário, para intermediar o caso. Ao questionar a análise feita pelo policial militar, sobre a falsidade documental, a advogada alega ter sido humilhada verbalmente e agredida fisicamente. O dono da casa de shows foi conduzido para a Delegacia de Polícia Civil, acusado pela falsidade do documento. No local, o proprietário foi liberado diante da confirmação da autenticidade do documento pelo delegado.
Alberto Simonetti Neto e o vice-presidente da OAB/AM, Marco Aurélio Choy, acompanham o caso de perto, em função do aumento de denúncias de violência policial, por parte da PM, contra advogados. De acordo com o presidente da Comissão de Direitos e Prerrogativas, Christhian Naranjo, cresceu o número de denúncias. Em alguns casos, foi registrado, inclusive, disparo de arma de fogo contra um profissional. Noutro incidente, um advogado teve a carteira da OAB quebrada por um policial militar, quando apresentou a identificação.
Alberto Simonetti informou que o secretário de Segurança Pública do Amazonas, Paulo Roberto Vital, disse que será realizada rigorosa apuração dos fatos, com punição dos autores da violência. Simonetti Neto destacou que a entidade não irá tolerar violência contra advogados e irá recorrer a todas as instâncias necessárias para fazer cessar o abuso.
Ainda neste domingo, pela manhã, membros da Comissão de Direitos Prerrogativas da OAB Amazonas, Adenir Costa e Andre Fernandes, estiveram na Corregedoria da Policia Militar para acompanhar procedimento, relacionado ao caso.









