Início Amazonas Amazonas paga tratamento de saúde para criança fora de domicílio após decisão da Justiça
Amazonas

Amazonas paga tratamento de saúde para criança fora de domicílio após decisão da Justiça

Envie
Envie

Rosângela de Figueiredo Fernandes, mãe de uma criança de 8 anos, portadora de paralisia cerebral, embarca nesta terça-fera para Campinas (SP) junto com o filho para que ele possa realizar tratamento fisioterápico com uso de aparelhagem especial TheraSuit. O tratamento não é oferecido na rede pública do Amazonas e foi autorizado após decisão da Justiça.

Rosângela conseguiu garantir o tratamento do filho por meio de Ação Civil Pública, com liminar concedida em janeiro deste ano pela juíza de Direito Rebeca de Mendonça Lima, titular do Juizado da Infância e Juventude Cível da Comarca de Manaus. No mês passado, a magistrada determinou que o Governo do Amazonas e a Secretaria de Estado da Saúde (Susam) fornecessem o tratamento em outro Estado, que consiste na utilização de uma órtese onde se trabalha as funções neurológicas, devendo ser realizado em ciclos, três vezes por ano. Em caso de descumprimento, a magistrada determinaria o bloqueio de verbas relacionadas à Susam no valor do tratamento – R$ 300 mil, de acordo com o art. 461, parágrafo 5º do Código de Processo Civil.

O Estado entrou com Agravo de Instrumento junto ao Tribunal de Justiça contra a decisão, mas o relator, desembargador Sabino Marques, não concedeu o efeito suspensivo ao agravo, mantendo a decisão da 1ª instância. O desembargador, na segunda-feira (22), fixou prazo de dez dias para a magistrada e o Ministério Público apresentarem informações e contrarrazões, respectivamente, sobre o processo.

Segundo Rosângela, após o primeiro ciclo, realizado há um ano com recursos arrecadados em campanhas e ajuda de amigos, o menino teve melhoria significativa, proporcionando a ele a possibilidade de andar com auxílio de um andador, sentar-se, ter o controle do tronco e uma percepção mais aguçada.

De acordo com a mãe da criança, serão quatro semanas de tratamento, com terapia intensiva e extra (ocupacional, fonoaudióloga e musicoterapia). A expectativa é de que seu filho “evolua cada vez mais, ganhe o tempo perdido, já que está parado há um ano. Agora ele vai poder dar sequência ao seu tratamento sem as interrupções”.

 

Siga-nos no

Google News