
A ministra Maria Thereza de Assis Moura, da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, acatou pedido do Ministério Público Federal e determinou a quebra de sigilo fiscal e bancário de Ari Jorge Moutinho Júnior, atual conselheiro do Tribunal de Contas do Amazonas; Lino Chixaro, ex-deputado estadual; do desembargador aposentado Rui Morato, entre outros suspeitos de terem repartido precatório de R$ 2 milhões, segundo denúncia, pagos pela antiga Sham ( hoje Suhab), sacados na boca do caixa em 2003 e dividido entre um grupo de empresários, funcionários públicos e politicos do Amazonas.
A ministra determinou também a quebra de sigilo fiscal e bancária da Cota Construtora e Comércio Ltda, Neldan Construções e Comércio Ltda, Luiz Aurélio Carvalho Leite, Nelson Dantas Sobreira, Mônica Lopes Sobreira, Maria Augusta Lopes Sobreira, Adelson Lopes Sobreira, Sérgio Marinho Lins, Francisco Sálvio Barbosa Montenegro e da escrivã Edna Mouzinho Barrero,da 4ª Vara Cível, que teriam recebido vantagens dos interessados.
De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal, as informações apontam para a prática dos crimes de corrupção passiva, sonegação fiscal e falsidade ideológica.
Nas interceptações da polícia federal, que gravou conversas entre os envolvidos, consta ainda que o dinheiro liberado através de precatório foi dividido.
No dia 16 do mês passado, o conselheiro Ari Moutinho, através de seus advogados, Alberto Simonetti Cabral Neto, José Alberto Ribeiro Simonetti Cabral, Roosevelt Jobim Filho, Hélder Araújo Barbosa e Leonardo Lemos de Assis, ingressaram com petição solicitando acesso aos autos. O pedido, foi deferido pela ministra Maria Thereza, relatora da matéria.

