Ao tomar conhecimento da paralisação em Manaus, o prefeito Artur Neto emitiu uma nota onde condena a quebra de acordos. Veja:
"Estou na sede da Fifa em agenda oficial pela Prefeitura de Manaus, convocado pelo presidente Joseph Blatter, e me sinto apunhalado pelas costas quando vejo mais uma paralisação no sistema de ônibus de Manaus. O Sindicato dos Rodoviários havia combinado comigo que não tomaria mais esta atitude. Abri, inclusive, minha casa para discutirmos todos pleitos dos trabalhadores. Desta vez, vi precipitação por parte dos sindicalistas, que ontem conversaram comigo mai uma vez e disseram que me esperariam. Tive a promessa que seria assim. E também vejo uma absoluta inépcia por parte dos empresários, que também desatenderam a um pedido de não fazerem o desconto por conta de uma das greves feitas em Manaus. Eu havia dito aos trabalhadores que seria última vez que eu pediria aos empresários para que não descontassem o dia paralisado, mesmo assim foi descontado. Pra mim há uma coisa muito clara: se eu perceber que de fato não cumprem com o que peço, corto imediatamente o subsídio para as empresas e quem for podre que se quebre. Vou trabalhar com muito respeito sempre pela população e entendo que é preciso que tenhamos um diálogo em alto nível. Já estão avisados que pretendo ver a imediata normalização do sistema. Quero boa vontade de ambos os lados. Tenho uma agenda a cumprir e se for preciso vou interromper. Eu mantenho minha palavra e gostaria que os lados também a mantenham comigo rigorosamente até o fim. Estou cobrando dos trabalhadores que pensem se vale a pena falar uma coisa pra mim e fazerem outra. E cobro dos empresários também que sejam adultos e não percam tempo argumentando comigo. Que tirem uma folha extra e paguem os dias paralisados dos trabalhadores. Espero que seja assim para mantermos o diálogo aberto. Deixo bem claro que estou pronto para toma medidas mais duras, se for necessário".
Artur Neto. prefeito de Manaus
