
O prefeito de Manaus, Artur Virgílio Neto, anunciou medidas importantes para a solução do impasse com os camelôs que atuam no Centro. O encontro com os trabalhadores da categoria aconteceu na manhã desta quinta-feira, 8, no auditório da Prefeitura, bairro Compensa I. Pelo menos oitocentas pessoas estiveram presentes no evento.
Ficou decidido que o poder público municipal vai financiar a construção dos shoppings populares, por meio do Fundo Municipal de Fomento à Micro e Pequena Empresa, e que os camelôs terão 7,5 anos para começar a pagar o financiamento – o valor será dividido em 90 meses. A verba disponibilizada pelo poder público é de R$ 45 milhões. A proposta inicial, de Parceria Público-Privada para a construção dos Centros de Compras Populares, foi descartada pelo prefeito. Com isso, os trabalhadores informais não serão mais obrigados a pagar alugueis e outras taxas para continuar exercendo a atividade.

“Tá chegando a hora da solução. E uma solução definitiva. Nós sabemos da importância que vocês têm para a cidade. Vocês não são o problema do Centro, vocês são a solução. E a partir de agora, estamos caminhando juntos para tornarmos o Centro um espaço bonito, agradável, que mostre a cara de Manaus”, afirmou Artur Neto.
O prefeito garantiu que nenhum camelô será retirado do local de trabalho antes da construção dos shoppings populares. Mas, para que as mudanças possam ser iniciadas, serão necessárias algumas adequações como diminuição do tamanho de bancas, não exposição de produtos no chão, padronização de lonas, retirada de sombreiros, entre outras.

“Neste sábado, nós vamos iniciar o projeto ‘Viva Centro’. Será feita a organização das calçadas, limpeza das vias, instalação de bancos e floreiros e vamos conversar com os lojistas para que não exponham mais as mercadorias fora das lojas. É um trabalho que vai iniciar nas ruas Dr. Moreira e Marcílio Dias, mas que vai se estender para todo o Centro”, declarou o secretário municipal do Centro, Rafael Assyag.
Outra proposta feita pelo prefeito Artur Neto é de disponibilizar as secretarias municipais para auxiliarem na elaboração do projeto. Os camelôs haviam pedido um prazo de 100 dias para que pudessem apresentar um modelo que atendesse as necessidades da categoria.
“Eu vou colocar as nossas secretarias à disposição de vocês, a custo zero, até mesmo porque eles fazem parte da administração. O Roberto Moita (diretor presidente do Implurb) é um dos maiores arquitetos da região Norte e ele será o responsável por reunir com todos vocês e elaborar o modelo estrutural do shopping. O Rafael Albuquerque (sub-procurador geral do município) vai tratar das questões legais, pois teremos que ver a questão dos contratos. O Humberto Michiles (secretário de Governo) vai resolver as pendências que existirem e o Rafael Assayag (secretário do Centro) vai estar ao lado durante todo o processo. Só peço que tudo fique pronto antes desses 100 dias pois precisamos aproveitar o verão para realizar as obras”, afirmou Artur Neto.
As notícias foram bem recebidas pelos camelôs que se emocionaram com as palavras do prefeito. Em meio a aplausos, Artur foi carregado pelos trabalhadores até a saída do auditório onde fez questão de cumprimentar vários trabalhadores.

