Manaus/AM - O concurso da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), realizado neste domingo(8), apresentou várias irregularidades na aplicação das provas. Pelo menos 20 candidatos registram Boletim de Ocorrência (BO) no 19º Distrito Integrado de Polícia(DIP) contra o certame.
Segundo os relatos dos candidatos, na Escola Estadual Karla Patrícia Barros de Azevedo, no bairro Tarumã, não tinha salas disponíveis para realização da prova e um grupo teve que esperar no refeitório. Uma sala foi disponibilizada para os candidatos, mas não tinham provas.
Ainde de acordo com os candidatos , foi providenciado um malote com provas extras, mas pertenciam ao município de São Gabriel da Cachoeira e estavam preenchidas com nome de outras pessoas. Quem estava presente na sala e faria o certame, foi orientado por um fiscal da empresa responsável a escrever seu nome com caneta. Além disso, o malote de provas chegou na garupa de um mototáxi, não identificado. Os candidatos se recusaram a fazer a prova e foram até o 19º DIP para registrar o B.O.
Em nota, A Seduc negou que as provas eram oriundas de São Gabriel da Cachoeira e esclareceu os fatos. Veja:
"As provas extras foram conduzidas da base do instituto organizador do certame por motoqueiros da Polícia Militar e escoltadas por batedores da PM em malotes lacrados. Quando as provas chegaram à escola, o grupo de candidatos se recusou a aceitar as provas e saíram da sala.
A alegação deles era que as provas não tinham os nomes deles, mas as provas extras não constam nomes de nenhum candidato pois são criadas para solucionar problemas dessa natureza. O conteúdo das provas extras são os mesmos das provas personalizadas.
A Seduc informa que por conta desse incidente as provas na escola começaram às 8h45, mas a coordenação ampliou o prazo de encerramento para às 11h50, não havendo prejuízo de tempo.
Sobre informação que provas de São Gabriel da Cachoeira terem sido levadas até a escola, essa notícia é falsa".
Outras irregularidades
Em outra escola, não identificada, um candidato que prestava concurso para cargo de Ensino Médio afirmou que pessoas estavam saindo da sala com caderno da prova enquanto outras iam ao banheiro sem acompanhamento de fiscal. O que, na visão do candidato, poderia facilitar troca de informações.
Já na Escola Letício de Campos Dantas, as provas iniciaram às 08h30 por não ter cadeira disponíveis para os candidatos sentarem.
Outro problema relatado foi na UEA - Escola Superior de Ciências da Saúde, onde as salas estavam sem identificação. Além disso, o cartão de confirmação orientava o andar e número da sala, porém no local as informações não batiam com as do cartão. A prova também começou atrasada, por volta das 08h30.

