Manaus/AM - A Casa das Artes, localizada no Centro de Manaus, reabriu sua programação de exposições para 2026 na sexta-feira (20), apresentando obras de artistas locais que exploram temas como identidade, território, memória e questões contemporâneas. A temporada inaugural reuniu artistas, curadores e público em uma noite voltada à diversidade da produção visual amazonense, com sete propostas artísticas e um projeto literário ocupando diferentes espaços do local.
A exposição segue aberta ao público até maio, com visitação de quarta a domingo, das 15h às 20h, e entrada gratuita. Entre as melhorias e atrações, o público pode conferir trabalhos de desenho, pintura, instalações e experiências que ampliam os conceitos tradicionais das artes visuais, reafirmando a Casa das Artes como espaço de difusão cultural e fortalecimento da produção artística no Amazonas.
Entre os destaques estão a mostra “Desenhar é pertencer”, de Junio Gonçalves, que utiliza autorretratos e registros urbanos para refletir sobre vivências pessoais, e a exposição do Coletivo Casa Jabutt, que apresenta a trajetória do grupo no cenário ballroom de Manaus, enfatizando a ideia de família e acolhimento. Também estão presentes projetos que conectam arte, ciência e tecnologia, como “Legado Boechat – o código da vida”, de Ubirajara e Olivia Boechat, abordando questões ambientais e a diversidade amazônica.
Outras salas trazem propostas da geração Z, com obras que discutem saúde mental, pressões sociais, identidade e desigualdade. Entre elas, destacam-se as instalações imersivas de Alvo e Nico, e a exposição “O Olhar do Viajante”, de Ney Metal, composta por desenhos em preto e branco que documentam paisagens urbanas e rurais da região. A programação evidencia o papel da Casa das Artes como plataforma para experimentação, reflexão social e valorização da produção cultural local.

