Os catadores de Parintins receberam, no sábado, equipamentos que garantem proteção no trabalho de coleta seletiva de resíduos sólidos. A ação foi realizada em conjunto pela coordenação do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis, o Ministério Público do Trabalho e a Comissão do Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Luiz Castro.
Os equipamentos foram distribuídos durante reunião no Centro de Ensino de Tempo Integral, com a presença dos trabalhadores, de professores e da subsecretária do Meio Ambiente de Parintins, Fabiana Campelo.
Os kits incluem uniformes, botas e luvas, que de acordo com a presidente da Associação de Catadores de Lixo de Parintins, Marcivone Seixas, serão de grande valia para os trabalhadores, que fazem a coleta debaixo de sol e chuva e precisam de proteção, sobretudo neste período em que muitas ruas se encontram alagadas.
Ela reclamou da falta de apoio do Poder Público aos catadores que realizam um trabalho importante e que deveriam tem um salário digno. Por mês são coletados entre 10 e 12 toneladas de papelão, que são embarcadas para Manaus, sem a ajuda da Prefeitura no transporte dos fardos.
Apesar das dificuldades, Marcivone afirmou que não desiste de lutar por melhores condições de trabalho no galpão, onde são selecionados principalmente, papelão, latinhas e garrafas pet.
O professor universitário Paulo Arcanjo, que acompanha a lida dos catadores, disse que houve um retrocesso, na atual administração municipal, pelo descaso com a atividade realizada em sua maioria por mulheres. “Apesar dos entraves, a associação existe pela insistência das mulheres”, frisou.
Compromisso
Diante da subsecretária do Meio Ambiente de Parintins, Fabiana Campelo, o deputado Luiz Castro, propôs um diálogo aberto com os catadores, a fim de que as reivindicações sejam discutidas e atendidas, dentro das possibilidades da Prefeitura. “Os catadores são agentes ambientais, que precisam ser reconhecidos pela sociedade e pelo Poder Público como trabalhadores dignos”, destacou o deputado. Ele direcionou a subsecretária, o pedido para viabilizar um caminhão para o transporte do material reciclável até o embarque.
Fabiana Campelo admitiu que a situação dos catadores é precária e lamentou que a associação não possa ainda atuar no Festival Folclórico deste ano. Mas afirmou que já está em andamento um projeto piloto de coleta seletiva e que a secretaria está avaliando a criação de um novo galpão. A subsecretária se comprometeu em estudar a possibilidade de garantir um caminhão para o transporte do material com carregadores para fazer o embarque nas balsas.

