Cerca de 50 moradores da comunidade ribeirinha Jatuarana, localizada na margem esquerda do rio Amazonas, participaram da primeira de uma série de reuniões com as 27 famílias que serão afetadas com a implantação do Polo da Indústria Naval do Amazonas.
A reunião foi realizada pela Comissão de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Minas, Gás e Energia da Assembleia Legislativa do Estado, presidida pelo deputado Sinésio Campos, líder do Governo na Casa, e deverá ocorrer até que os comunitários não tenham mais dúvidas sobre a execução das obras do Polo Naval.
“Nós voltaremos à comunidade quantas vezes for preciso, pois estamos contribuindo com o Governo do Amazonas em manter os moradores informados e ouvir todos os seus pleitos. Só assim poderemos garantir a execução desse grande projeto que vai gerar muitos empregos para o nosso Estado e ainda preservar a integridade dos ribeirinhos”, enfatizou Sinésio Campos.
Segundo ele, os moradores da comunidade devem ser aproveitados não apenas como mão de obra nos empreendimentos do Polo Naval, mas também como futuros fornecedores de alimentos, levando em consideração as suas vocações econômicas. “Quem é pescador vai fornecer peixe, quem é criador vai fornecer frango e ovos, e o mesmo se aplica ao fornecimento de frutas e verduras”, complementou o parlamentar.
A comissão presidida por ele já realizou duas audiências públicas na Aleam para debater o assunto e nestas ocasiões contou com a presença maciça dos comunitários, como a presidente da comunidade Jatuarana, Maria José da Cunha, 55, que participou de todas as reuniões e disse estar mais tranquila com as informações repassadas.
“A nossa esperança é que o Polo Naval venha, que traga benefício e que a comunidade possa prosperar com esse projeto. A gente vai trabalhar em cima disso e que eles aproveitem as pessoas que tenham necessidade de trabalhar, gerando renda pra eles”, afirmou a líder comunitária.

