Manaus/AM – Ano de eleição, 2014 promete ter campanha eleitoral acirrada com uso das mídias digitais e das redes sociais, mas não custa lembrar como quem vai para o poder aumenta ou reduz seu patrimônio, como os números apresentados aqui, mesmo que com valores correntes da época da eleição.
O senador Eduardo Braga quando disputou a eleição para o governo estadual em 2006 declarou patrimônio de R$ 4,18 milhões. Quatro anos depois, seus recursos cresceram 294% e passaram para R$ 16,49 milhões. Em média, pode-se dizer que o patrimônio de Braga, quando governador, cresceu R$ 256 mil por mês.
O ex-prefeito Amazonino Mendes, que em 2006 disputou também a eleição para o governo do Amazonas, declarou bens no valor de R$ 5,32 milhões. Dois anos depois, ao disputar a Prefeitura de Manaus, sua fortuna pessoal havia caído para R$ 3,12 milhões. A sair da prefeitura, seu patrimônio passara para R$ 4,16 milhões, com crescimento de 33,65%, porém bem menor do que tinha em 2006: R$ 5,32 milhões.
O senador Alfredo Nascimento, ao disputar o Senado Federal em 2006, declarou bens no valor R$ 594 mil. Quatro anos mais tarde, quando tentou ser governador, seu patrimônio crescera 83%, passando para 1,09 milhão.
Já o prefeito Artur Neto, candidato ao governo do Estado em 2006, declarou bens no valor de R$ 78,90 mil. Na eleição para o Senado Federal, em 2010, o site do Tribunal Superior Eleitoral diz que ele não declarou nenhum bem, enquanto em 2012, Artur declarou bens no valor de R$ 651,94 mil, com acúmulo de 726% em relação a 2006.
No caso do ex-governador Omar Aziz, quando candidato à Prefeitura de Manaus em 2008, apresentou declaração de bens no montante de R$ 1,13 milhão, valor que passou para R$ 1,17 milhão na eleição de 2010 para o governo estadual.

