Conselheiros e ex-conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), que ocuparam os cargos de presidente, vice-presidente e corregedor desde 2006, foram contemplados, no mês de fevereiro, com salários retroativos que esbarram na casa dos R$ 200 mil.
Para o conselheiro e atual presidente do órgão, Josué Filho, foram pagos R$ 220.492,33 - valor que corresponde, proporcionalmente, ao custo de seis carros populares, zero quilômetro.
Já o conselheiro e ex-presidente do tribunal, Érico Desterro, recebeu R$ 189.199,94 - que corresponde, proporcionalmente, ao custo de cinco carros populares, zero quilômetro.
O conselheiro Ari Moutinho Júnior, ex-corregedor do TCE-AM, também, aparece entre os conselheiros bem pagos em fevereiro. Coube a Ari R$ 88.431,78 - algo em torno de um terço do que foi pago a Josué Filho e menos da metade pago a Érico Desterro.
Aluízio Humberto Aires da Cruz, que recebeu R$ 70.026,40 e Lúcio Alberto de Lima Albuquerque, R$ 15.804,38, figuram entre os conselheiros aposentados.
Resumindo: em fevereiro foram pagos quase R$ 1 milhão de reais correspondente a gratificação retroativa em favor de seis conselheiros e ex-conselheiros que ocupam ou ocuparam cargos de presidente, vice-presidente e corregedor do TCE-AM.
O pagamento a que fizeram jus os seis conselheiros foi gerado em função da Resolução 001/2015, assinada pelo presidente do órgão, Josué Filho. A resolução estabelece 10% de gratificação para membros do tribunal que ocupem ou ocuparam os cargos de presidente, vice-presidente e corregedor desde 2006.

