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Defesa civil registra primeira morte provocada pela chuva em Manaus

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Defesa Civil de Manaus registrou desde às 21h de sexta-feira, 07, até às 15h deste sábado, 08, um total de 90 ocorrências, por meio do número de emergência 199.  Uma criança morreu após uma casa desmoronar.

Houve  alagamentos nos bairros da União, Nossa Senhora de Fátima II, Mutirão, Novo Reino II, Santa Luzia, Praça 14, Armando Mendes, Nova Esperança, Colônia Santo Antônio e Santo Agostinho; 40 deslizamentos de barrancos nos bairro Tancredo Neves, Nova Floresta, Praça 14, Nova Vitória e Colônia Oliveira Machado; risco de desabamento de muro no Japiim I; tombamento de árvore no Japiim I, desabamentos parciais de casas nos bairros do Distrito Industrial, Redenção, Alvorada, Compensa II, São Francisco, Santo Agostinho, Armando Mendes, Colônia Antônio Aleixo, e Petrópolis. Um muro desabou no São Geraldo e  três riscos de desabamentos de casa nos bairros Zumbi, Nova Esperança e São Jorge.

Um um barranco deslizou em Petrópolis e derrubou a parede de uma casa. Um menino de quatro meses foi atingido e morreu. Equipes da prefeitura estão no local para atendimento e para verificar a necessidade de desocupação da área onde há outras casas.

Equipes da Defesa Civil de Manaus e da Semasdh também atenderam, na madrugada de hoje, um chamado à rua Sabiá, no Campos Sales, zona Oeste de Manaus, onde um muro desabou sobre uma casa e o morador identificado como Adilson Maria de Oliveira de  54 anos morreu.

Ainda na zona Oeste da cidade, a Defesa Civil foi chamada até a rua Santa Maria, na Compensa I, onde parte de um muro desabou. Para evitar maiores estragos, os agentes do órgão isolaram a área e demoliram a outra parte do muro.

 

Já na Compensa II, mas na comunidade Meu Bem Meu Mal, agentes do órgão atenderam ocorrência na rua João Walter, onde um barranco deslizou e atingiu duas casas. Uma delas pertencia a auxiliar de babá Elizete Araújo, 37. “Acordamos com a chuva forte e a casa estalando. Só deu tempo de pegar as crianças – de 2 e 5 anos – e sair correndo de casa”, lembrou.

 

Além da Defesa Civil e da Semasdh, uma equipe da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) também foi a Compensa apara análise do ocorrido. No local será feita uma contenção para evitar novos desmoronamentos. A área foi isolada e 11 famílias foram cadastradas pela prefeitura. Nove famílias estão sendo removidas da área de risco. A Igreja de São Pedro disponibilizou espaço para as famílias que precisarem de abrigo. “Este é um ato de solidariedade que deve ser feito também por outros. Nossas portas estão abertas para quem precisar”, disse o coordenador da igreja, Manoel Souza.

 

A secretária da Semasdh e primeira-dama, Goreth Garcia, está acompanhando os trabalhos pessoalmente e verificando as necessidades das famílias prejudicadas com a chuva. “Entendemos o drama dessas pessoas. Elas construíram em áreas não apropriadas e sem os devidos cuidados de engenharia. Infelizmente, nós não temos como dar moradia. Nós até oferecemos o aluguel social. No mais, estamos orientando para que saiam com suas famílias das casas onde há riscos. Temos que observar se essas famílias poderão voltar ou não. Por enquanto, aconselhamos estas pessoas a buscarem seus parentes. Há igrejas que estão ajudando a abrigar famílias. Temos que fazer uma corrente e ajudar. A prefeitura está se desdobrando em vários pontos da cidade”, destacou Goreth.

 

Os pluviômetros instalados em Manaus registraram chuva em todas as zonas. Na zona Leste, o volume chegou a 139.8 mm, na zona Norte a 104.8 mm, na Sul os registros são de 148 mm e na Oeste de 218.6 mm.

 

 

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