Foto: Márcio Melo
Após fazer um aparte no pronunciamento do deputado Sinésio Campos (PT), sobre a reforma do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), o deputado Arthur Bisneto (PSDB) comentou, nesta quinta-feira (9), na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), sobre a necessidade de o Amazonas pensar e projetar novo modelo econômico, para que o Estado não dependa única e exclusivamente da Zona Franca de Manaus.
Para o deputado, uma das maiores alternativas econômicas para a região vem da biodiversidade da floresta amazônica. “Nós teríamos com a biodiversidade um mercado enorme, com a produção de cosméticos, por exemplo. O Amazonas ainda não tentou isso em larga escala. Estamos com a biotecnologia parada. Não investimos na formação de profissionais da região. Por exemplo, a UEA não pode deixar de ter um curso de biodiversidade, de engenharia genética. Estamos ficando para trás na intenção de gerar recursos através da exploração da nossa floresta”, ressaltou.
Enquanto um novo modelo econômico não é colocado em prática, “o Amazonas tem que continuar brigando pelo nosso ganha-pão, que é o Polo Industrial de Manaus”, pontuou o deputado, destacando a união dos parlamentares e lideranças do Estado, independentemente dos partidos, na luta pela manutenção da alíquota de 12% para a Zona Franca de Manaus.
“Temos que fazer jus à zona de exceção que é o Polo de Manaus. Porque temos dificuldades logísticas que São Paulo e o Rio de Janeiro não têm. Nós temos dificuldades através das nossas fronteiras, portanto uma zona de exceção tem que ser tratada como tal”, disse, acrescentando que o Estado gera R$ 8 bilhões em ICMS, mas só fica com R$ 2 bilhões.

