A Comissão de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Minas, Gás e Energia da Assembleia Legislativa do Amazonas, presidida pelo líder do governo, deputado Sinésio Campos (PT), promove no ginásio João Serrão, no município de Itapiranga (a 227 Km de Manaus), a Audiência Publica com o tema Potássio: “Uma realidade do Amazonas para o Brasil”.
Esse é o quinto encontro promovido este ano e a primeiro em Itapiranga, que faz parte do Fórum dos Municípios Mineradores, que, também, conta com Nova Olinda do Norte, Autazes, Itacoatiara, Silves, Urucurituba e Borba. O deputado Sinésio Campos disse que o projeto Potássio Amazonas está na pauta de discussão dos Governos Federal e do Amazonas e será realidade a partir de 2018. Ele lembrou que o Brasil produz apenas 8% do NPK para atender produtores brasileiros.
De acordo com o parlamentar, o encontro servirá como fórum de discussão para a viabilidade social, econômica e o impacto florestal do processo de exploração da Silvinita no município de Itapiranga e na área do rio Madeira. A região concentra uma jazida de mais de 400 milhões de toneladas do minério, um dos componentes para a produção do NPK, fertilizante utilizado na correção do solo na agricultura e pecuária, o qual o Brasil importa 92% do Canadá, Rússia e Biolorússia.
O governista lembrou que, no final de abril, o jornal Valor Econômico publicou reportagem do anúncio da empresa Potássio do Brasil, que pretende investir U$ 2 bilhões (dólares) em quatro anos na exploração da Silvinita na região de Autazes. “Essa é uma conquista de todos nós que sempre acreditamos que o potássio é uma das soluções para geração de oportunidades para o interior”, comemorou Sinésio Campos, que desde 2002 encampou a luta da exploração mineral.
Ele lembrou que, em Autazes, a empresa Potássio do Brasil realiza trabalho de pesquisa em oito pontos do município e encontrou jazida de Silvina a uma profundidade de 650 metros, na estrada do Rosarinho.
O prefeito de Itapiranga, Nadiel Serrão disse que o município está preparado para discutir o tema, principalmente os estudantes da rede estadual de ensino. “É uma pauta importante para todos, porque vai tornar o Amazonas um dos estados mineradores do cloreto de potássio”, disse.

