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DPE-AM vai apurar cancelamento de concurso da Câmara de Manaus

 

 

Manaus/AM - A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) anunciou que instaurará um procedimento para apuração coletiva relacionado ao cancelamento do concurso público da Câmara Municipal de Manaus (CMM), anulado em janeiro deste ano por suspeitas de irregularidades. A medida foi confirmada pelo defensor público Carlos Almeida Filho em vídeo publicado nas redes sociais. A iniciativa surge após uma representação oficial apresentada pelo vereador Rodrigo Guedes.

Segundo o defensor, a representação enviada pelo parlamentar foi acompanhada de documentos que incluem o resultado de uma sindicância interna realizada pela CMM. "Recebemos ainda há pouco uma representação do vereador Rodrigo Guedes, dando conta da Defensoria Pública abrir um procedimento coletivo em razão da anulação do concurso da Câmara Municipal de Manaus, ele informa o resultado de uma sindicância que concluiu pela inexistência de nulidades do próprio certame e solicita a providência neste sentido. Bom, sendo uma representação que vem com documentos em anexos, sim a Defensoria vai instaurar um procedimento para apuração coletiva a respeito da demanda" declarou Almeida Filho.

O objetivo é avaliar se a anulação do certame foi justificada ou se houve prejuízo coletivo aos candidatos.

A sindicância em questão, conduzida pela CMM, concluiu que não houve favorecimento a parentes do procurador da casa, Sílvio da Costa Bringel, como foi inicialmente apontado pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM). O relatório final do processo, divulgado no dia 30 de abril, afirma não haver provas de que Bringel tenha atuado para beneficiar sua filha, Milka Bringel, e seu genro, Jordan de Araújo Farias, ambos aprovados em cargos de alto nível.

Mesmo com a anulação do concurso, Bringel solicitou a continuidade das investigações internas. A apuração foi retomada oficialmente por meio da Portaria nº 014/2025, publicada em março, e terminou com a conclusão unânime da comissão de que não há indícios de ilegalidade no certame. Ainda assim, a Defensoria avaliará o caso sob a ótica do interesse público e dos candidatos prejudicados pela anulação.

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