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Especializações com ênfase no SUS são encerradas com apresentações de projetos aplicativos

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Doze projetos aplicativos foram apresentados durante o encerramento dos cursos de especialização em ‘Educação em Saúde para Preceptores do SUS’, ‘Regulação em Saúde no SUS’ e ‘Gestão da Clínica nas Regiões de Saúde’. O evento, que aconteceu no auditório do Hospital da Universidade Nilton Lins, teve a presença do secretário municipal de Saúde, Homero de Miranda Leão Neto, e do secretário-adjunto de Atenção Especializada da Capital, da Susam, Wagner William de Souza.

Homero disse que a rede municipal está de portas abertas para conhecer melhor e estudar formas de aplicar essas melhorias no dia a dia das unidades de saúde. “Vou estudar todas as propostas e apresentá-las para o prefeito Artur Virgílio Neto”.

Os cursos foram oferecidos pelo Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa, por meio de parceria com o Ministério da Saúde, com apoio do Conass, do Conasems, e da Anvisa.

Durante nove meses, técnicos e gestores do SUS trocaram experiências sobre o cotidiano e necessidades dos locais onde atuam, oferecendo suporte para a construção de projetos que poderão ser aplicados naqueles espaços.

Para a enfermeira Tereza Neuma, que trabalha em uma Unidade Básica de Saúde na zona Oeste, o curso ‘Educação para Preceptores do SUS’ trouxe um ganho para a abordagem dos usuários na sala de espera. “Escutar é mais importante que falar. Os usuários têm informações que podem e devem ser aproveitadas em rodas de conversa. O assunto flui melhor que uma palestra, por exemplo”, salientou, ao apresentar proposta de oficinas de capacitação para profissionais de saúde conhecerem metodologias ativas de ensino-aprendizagem.

Também do mesmo curso, a jornalista Anália Barbosa, que atua na Gerência de Educação na Saúde da Semsa, destacou a importância da troca de experiências. “É muito importante a aproximação entre instituições de ensino superior e instituições de saúde. A Semsa oferece hoje cerca de duas mil vagas para estágio. São estudantes que irão atuar na rede municipal, futuramente, como profissionais”, argumentou, ao apresentar o trabalho que defende a utilização de metodologias ativas para estimular o processo de ensino-aprendizagem entre profissionais e acadêmicos nas unidades de saúde.

Para a especializanda do curso Regulação em Saúde no SUS, Tai Li Marrero, ter profissionais que atuam nas unidades de saúde, como policlínicas e maternidades, e outros que trabalham na parte burocrática, como as sedes da Semsa e Susam, permitiu aplicar alguns projetos ainda durante o curso. “Se temos um problema, precisamos encontrar a solução. Quem trabalha na parte gestora nem sempre tem a real dimensão das dificuldades de quem atua na ponta. E vice-versa. Aqui, conseguimos ponderar as duas partes e encontrar soluções fáceis”, frisou, ao falar do projeto que propõe a otimização do cadastro do Cartão Nacional de Saúde, por meio da melhoria da informação aos usuários e profissionais.

Denise Amorim, técnica da Semsa e uma das sete facilitadoras dos cursos, destacou o diferencial desta especialização. “Foi uma formação para além do trabalho. Foi uma formação para a vida, na medida em que mergulhamos em dimensões que vão muito além do conhecimento. Dimensões do sentido transformador da educação e do cuidado”, ponderou, ao enfatizar o compromisso de cada um dos envolvidos para que se tenha um SUS melhor.

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