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Instrumentos desviados de loja por clientes recuperados pela Polícia

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            Policiais do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) apreenderam nesta quinta-feira, 12, por volta das 7h, aproximadamente R$ 1,5 milhão em instrumentos musicais que estavam sendo desviados de um estabelecimento comercial localizado no Centro de Manaus. O fato ocorreu em cumprimento a mandados de busca e apreensão expedidos no dia 09 de março, pelo juiz Genesino Braga Neto, da 10ª Vara Criminal.

 

            Elizete Maria Moreira do Nascimento Castro, 53; Jeovane Silva Macedo, 31; Henndy Meycon Ferreira dos Santos, 25; Williams Machado da Silva, 37, e Rafael Fernandes da Silva, 29, eram as pessoas envolvidas no esquema fraudulento. “As investigações iniciaram-se há duas semanas, quando o proprietário da loja denunciou desfalques nas contas da empresa, que estariam ocorrendo desde julho do ano passado”, disse o delegado Rafael Allemand diretor do DRCO.

           

            Primeiramente, os agentes cumpriram os mandados na residência de Elizete, localizada na Rua Pororoca, Conjunto Vila Nova 2, bairro Cidade Nova, zona Norte. No local, foram encontradas notas fiscais e instrumentos musicais da empresa. Ela é apontada como a líder do grupo. A mulher era funcionária do estabelecimento há cinco anos e trabalhava no caixa da loja.

 

            “Além Elizete, clientes também estavam envolvidos nos extravios. Fizemos buscas nas residências de Jeovane e Henndy, localizadas na Rua Paraguaçu, bairro São José Operário, zona Leste; de Williams, localizada na Rua 04, Conjunto Francisca Mendes II, bairro Cidade Nova I, zona Norte, e de Rafael, situada na Rua Castelo Branco, bairro Compensa 2, zona Oeste. Em todos os locais, encontramos instrumentos da loja e provas do delito”, destacou a autoridade policial.

 

            O diretor do DRCO explicou que o esquema acontecia no momento em que os clientes iam ao caixa finalizar as compras. Conforme dados do delegado, após a emissão da nota pelo vendedor, Elizete registrava a venda no sistema, mas falseava o pagamento. Ou seja, ela não concluía a compra, reimprimia uma venda feita legalmente e dava o comprovante ao cliente.

 

            “A funcionária ganhava 50% do que supostamente vendia. Por exemplo, se a compra fosse de R$ 20 mil, o cliente só pagava R$ 10 mil e ela reembolsava o valor. Apesar de dez pessoas serem investigadas, nem todas podem fazer parte da ação. Temos conhecimento que algumas tiveram apenas o nome utilizado por Elizete para falsear as notas”, complementou.

 

            Elizete, Jeovane, Heendy, Williams e Rafael serão indiciados por estelionato e organização criminosa. Os demais clientes envolvidos serão ouvidos para confirmar ou não envolvimento no caso.

 

            O delegado geral de Polícia Civil, Orlando Amaral, ressaltou o trabalho do DRCO e afirmou que a Polícia Civil continuará trabalhando de forma eficaz com o propósito de desarticular e inibir o crime no Estado. “O DRCO agiu de maneira rápida e eficiente, minimizando de alguma forma os prejuízos do empresário”, destacou.

 

FLAGRANTE

            No momento da busca e apreensão na casa de Jeovane, foi encontrada uma arma PT51 – 6,35 milímetros. O homem foi autuado por posse irregular de arma de fogo de uso permitido. A autoridade arbitrou fiança de R$ 2 mil e após pagamento, ele foi liberado e responderá pelo crime em liberdade.

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