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Jornalistas se unem na Ponta Negra em defesa da profissão

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Jornalistas de diversos veículos de comunicação do Amazonas, estiveram realizando na manhã deste domingo, 16, um ato com o objetivo de fazer um alerta à sociedade sobre a violência e propor alternativas às empresas jornalísticas e autoridades de segurança em função das ameaças e agressões sofridas pelos profissionais da imprensa no exercício do trabalho.

Na manifestação, os profissionais prestaram homenagens póstumas ao repórter cinematográfico, Santiago Andrade, da Rede Bandeirantes de Televisão, que morreu nesta semana após ser atingido por um rojão lançado por um manifestante durante a mobilização contra o reajuste da passagem de ônibus no Rio de Janeiro.

Também apresentaram a seguinte pauta de reivindicações: a) A criação de um observatório nacional e público, com a participação de profissionais da área, assim como de empresários do setor e representantes do governo para acompanhar e fiscalizar crimes, agressões e ameaças desde as denúncias, passando pelos inquéritos policiais e judiciais, a fim de garantir justiça e impedir a impunidade; b) A aprovação de uma lei que federalize a investigação dos crimes contra jornalistas; c) Assinatura de um Protocolo entre a FENAJ e as organizações empresariais no sentido de garantir a segurança dos jornalistas. Este acordo público deve prever treinamento, oferecer equipamento eficiente de segurança, prover com seguro a família e o trabalhador e, principalmente, permitir através de uma comissão interna a pertinência e o enfoque a ser buscado na reportagem.

(O grupo estendeu um tapete negro em direção à faixa do ato)

Agressões em Manaus

Em Manaus/Am, no ano passado, duas repórteres foram agredidas no exercício da profissão. Camila Henriques (G1) e Izinha Toscano (Portal Amazônia) da Rede Amazônica de Rádio e Televisão sofreram agressões de manifestantes durante as comemorações pelo Dia da Independência - 7 de Setembro. O repórter Carlos Eduardo, o Cadú, também foi vítima da agressão de policiais militares ao iniciar cobertura jornalística sobre a queda de uma aeronave, no bairro de Flores. Foi detido, algemado e preso em uma Delegacia Policial.

Segundo a Federação Nacional dos Jornalistas - FENAJ, em 2013, foram mais de cem agressões registradas somente durante o chamado Movimento de Junho no País. Neste início de 2014, já são três casos de jornalistas agredidos em coberturas de manifestações. Diversos jornalistas foram agredidos e impedidos de trabalharem por manifestantes que reproduzem a intolerância que este mesmos militantes identificam em setores da chamada grande imprensa.

A Federação Nacional dos Jornalistas - FENAJ detectou nestas agressões elementos nitidamente autoritários de pessoas ou grupos de pessoas que não conseguem conviver com o estado de direito e, principalmente, com um jornalismo voltado ao interesse público.

(O jornalista investigativo Wallace representou o Portal no evento)

 

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