Início Amazonas Justiça suspende concurso público de Urucurituba por irregularidades
Amazonas

Justiça suspende concurso público de Urucurituba por irregularidades

Justiça suspende concurso público de Urucurituba por irregularidades
Justiça suspende concurso público de Urucurituba por irregularidades

Manaus/AM - A Justiça do Amazonas suspendeu, nesta sexta-feira (03), o concurso público realizado pela Prefeitura de Urucurituba em parceria com o Instituto Merkabah, atendendo a pedido do Ministério Público do Estado (MPAM). A decisão abrange os editais nº 02/2023 (educação), nº 03/2023 (saúde e assistência social) e nº 04/2023 (administração). O juiz Gleildson Lima também determinou o afastamento imediato dos candidatos nomeados e empossados, sob pena de multa diária de R$ 10 mil ao prefeito em caso de descumprimento.

Na decisão, o magistrado destacou “múltiplas e graves irregularidades” nos certames, como o lançamento dos editais antes da vigência das leis que criaram os cargos, o que reforçou os argumentos apresentados pelo MPAM na Ação Civil Pública com pedido de tutela de urgência. Entre as ilegalidades apontadas estão a ausência de publicidade dos editais no portal da transparência, a cobrança indevida de taxa de inscrição de pessoas com deficiência e o descumprimento da cota mínima de 20% de vagas reservadas a esse público.

Outro ponto considerado grave foi a limitação de apenas 11 das 60 vagas da Guarda Municipal para mulheres, medida já declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O MPAM também apontou a previsão de exercício da função antes do curso obrigatório de formação, além de suspeitas de favorecimento a candidatos ligados a autoridades locais. O edital nº 03/2023 já havia sido considerado ilegal pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) em junho deste ano, com determinação de anulação.

Para o promotor de Justiça Kleyson Barroso, a decisão reafirma a necessidade de respeito aos princípios da legalidade, moralidade e transparência no serviço público. “Não se pode permitir a realização de concursos sem base legal ou com regras que excluem ou favorecem determinados grupos. A Justiça agiu corretamente para proteger o interesse público e a lisura do processo seletivo”, afirmou.

Com informações do MPAM

Siga-nos no

Google News
Quer receber todo final de noite um resumo das notícias do dia?