O Sindicato dos Rodoviários decidiu que a partir das 4h da manhã de quinta-feira não haverá ônibus circulando em Manaus. A decisão foi tomada na tarde desta segunda-feira em reunião da categoria realizada na sede do sindicato com o presidente Givanci de Oliveira Silva.
De acordo com Givanci, na reunião realizada com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), não houve acordo para que os empresários proprietários das empresas Global e Eucatur regularizassem os depósitos do FGTS e do INSS dos trabalhadores. “Eles confirmaram não ter dinheiro para quitar”, disparou o presidente.
De acordo com Givanci, o pagamento das horas extras e a questão do assédio moral aos trabalhadores também não ficaram resolvidas na reunião, realizada no Tribunal Regional do Trabalho.
O presidente garantiu que a categoria só voltará a atrás a respeito da greve se a Prefeitura de Manaus ou o Governo do Estado arcarem com o pagamento de quase R$ 2 milhões que as empresas estão devendo.
Em nota, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) dá outras versão para o que ocorreu na audiência junto com o Sindicato dos Rodoviários no Tribunal Regional do Trabalho.
Diz que na reunião o Procurador do Trabalho, Jorsinei Dourado, sugeriu que as empresas quitassem as dívidas referentes ao pagamento do FGTS e do INSS, com a diferença relacionada a redução da tarifa do transporte coletivo. O Sinetram informou que vai propor aos empresários do sistema a sugestão e pediu para que os rodoviários não façam mais paralisações que prejudiquem os usuários em Manaus, respeitando, inclusive, decisão do TRT.
“As empresas estão honrando com seu compromisso de fazer o repasse do FGTS e do INSS dos trabalhadores, pois isso é um direito deles. Vale lembrar que eles não são prejudicados em relação ao não repasse, pois quando algum funcionário é demitido, as empresas quitam tudo, por isso não existe prejuízo imediato. A inadimplência é com o fundo e não com o trabalhador. O problema vem de defasagens da tarifa em anos anteriores. Esperamos quitar agora, com o subsídio do poder público”, explica o assessor jurídico do Sinetram, Fernando Borges.
O Sinetram informou, ainda, que vai propor uma reunião com os empresários para que o pagamento dos benefícios dos trabalhadores seja repassado todos os meses, conforme determina a Lei. Das 10 empresas que compõem o sistema, quatro estão enfrentando este tipo de problema, ou seja, menos da metade

