Os médicos envolvidos no procedimento que teria resultado na morte da advogada Aylla Botelho Almeida em 11 de agosto de 2006, no pronto-socorro da Unimed, vão ser julgados pelo Conselho Regional de Medicina na próxima quinta-feira. Ageu Frias, Mauro Carvalho Lima e José Francisco dos Santos Vieira são acusados pela prática de crime culposo e já foram condenados pelo juiz Genesino Braga Neto, da 10ª Vara Criminal (Processo 0000016-22.2007.8.04.0001)). O CRM vai decidir se inocenta, adverte, suspende ou cassa o registro dos médicos
O relator do processo no CRM-AM é o médico Rochester Oliveira Jezini.
A Unimed requereu uma perícia judicial, que foi feita pelo professor Marco Aurélio Guimarães, da Universidade de São Paulo. O laudo é desfavorável aos médicos, apontando falhas nos procedimentos.
Em outubro do ano passado, o juiz Genesino Braga apontou, com base em lados, que a aplicação de uma dose excessiva de medicamento contribuiu para a morte da advogada. Ageu Céspedes, Mauro Lima e José Vieira foram condenados a 12 meses de detenção, mas a pena foi substituída por restrição de direitos e prestação de serviços comunitários, além de multa de R$ 25 mil por danos morais à família da vitima. O médico Enrique Carlos Frias Céspedes foi absolvido. O juiz disse em sua sentença “não haver prova de ter o réu concorrido para a infração penal”.



Aviso