Manaus/AM - A violência contra mulheres indígenas no Norte do Brasil cresceu 411% entre 2014 e 2023, um dado alarmante que reflete a vulnerabilidade dessas populações em áreas isoladas. Diante desse cenário, a Defensoria Pública do Amazonas (DPE-AM) intensificou a atuação por meio dos núcleos Nudem e Nudcit, focando no combate às agressões físicas, psicológicas e sexuais.
Dados da Universidade Federal do Paraná (UFPR) revelam uma estatística ainda mais cruel: o número de mortes violentas de mulheres e meninas indígenas subiu 500% nas últimas duas décadas, que atingem majoritariamente jovens de 15 a 29 anos.

A instituição trabalha para romper barreiras geográficas e linguísticas que alimentam a subnotificação, utilizando ferramentas como cartilhas de direitos e assistência jurídica direta no interior do estado. Recentemente, novas medidas federais endureceram as penas para agressores e instituíram datas nacionais de proteção ao público feminino indígena, somando-se aos esforços do Projeto de Lei 4.381/23, que busca padronizar o atendimento policial especializado para essas mulheres.
No Amazonas, vítimas podem buscar ajuda nas delegacias, no Nudem — localizado em Manaus (Adrianópolis) e com atendimento via WhatsApp pelo (92) 98559-1599 — ou pelos canais de emergência 180 e 190. A DPE-AM reforça que a assistência é garantida mesmo sem a formalização prévia do Boletim de Ocorrência, visando oferecer acolhimento imediato e segurança jurídica.



