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MP do Amazonas recorre ao STJ contra aumento da tarifa de ônibus em Manaus

MP do Amazonas recorre ao STJ contra aumento da tarifa de ônibus em Manaus
MP do Amazonas recorre ao STJ contra aumento da tarifa de ônibus em Manaus

Manaus/AM - O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) entrou com recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para contestar o novo decreto municipal que elevou a tarifa do transporte coletivo em Manaus para R$ 6. A medida, segundo a 81ª Promotoria de Justiça Especializada na Proteção e Defesa do Consumidor (Prodecon), pode ter sido tomada sem o devido esgotamento das instâncias judiciais, uma vez que ainda tramitava na Justiça do Amazonas um processo relacionado ao tema.

O decreto foi publicado após o STJ suspender uma liminar que barrava o reajuste, concedida anteriormente pela Justiça estadual. A decisão gerou reações entre passageiros e representantes da sociedade civil, que questionam a legalidade e a transparência do processo. Desde o último domingo (20), o valor integral passou a ser cobrado de trabalhadores que utilizam vale-transporte, enquanto estudantes sem gratuidade pagam R$ 2,50. Já beneficiários do CadÚnico poderão acessar a tarifa social de R$ 4,50, mas somente após obterem o cartão PassaFácil Social — até lá, pagarão R$ 5.

De acordo com o MPAM, o STJ teria desconsiderado a necessidade de análise completa do caso pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), o que configuraria uma possível supressão de instância. “O município se aproveitou da suspensão da liminar para publicar um novo decreto, antes que o mérito fosse examinado pelo Pleno do TJAM”, afirmou a promotora Sheyla Andrade dos Santos.

No recurso, o MPAM aponta ainda falhas no processo que resultou no aumento da tarifa, como a falta de transparência nos dados apresentados pela prefeitura e a ausência de melhorias no serviço prestado. Segundo o órgão, o STJ se limitou a avaliar aspectos formais da liminar, sem considerar essas deficiências.

Além do recurso judicial, o MPAM avalia abrir novas frentes de investigação com base em denúncias da população sobre a qualidade do transporte público. A promotora Sheyla Andrade destacou que o número de queixas formais ainda é baixo, o que dificulta a obtenção de provas. “A insatisfação precisa virar denúncia oficial. A participação popular é essencial para que possamos cobrar melhorias no sistema”, reforçou.

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