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MPAM cobra fiscalização máxima em bares para evitar casos de metanol

MPAM cobra fiscalização máxima em bares para evitar casos de metanol
MPAM cobra fiscalização máxima em bares para evitar casos de metanol

Manaus/AM- O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), por meio da 58ª Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos à Saúde Pública (PRODHSP), expediu nesta sexta-feira (3) uma Recomendação com medidas urgentes para prevenir a intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas no estado. A iniciativa ocorre após registros recentes de mortes e internações ligadas ao consumo de bebidas adulteradas em outras regiões do país.

A promotora de Justiça Luissandra Chíxaro de Menezes explicou que o risco de consumir metanol – uma adulteração criminosa – pode causar cegueira, danos neurológicos irreversíveis e até a morte, tornando a prevenção uma prioridade de saúde pública.

O MPAM solicitou que as autoridades de saúde intensifiquem as ações em três frentes principais:

Fiscalização Rigorosa: A Visa Manaus e a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-RCP) devem intensificar a fiscalização em bares, restaurantes, distribuidoras, supermercados e serviços de delivery de bebidas.

Análise Laboratorial: Foi solicitada a coleta e análise laboratorial de amostras de bebidas, especialmente aquelas com maior risco de adulteração, para impedir que produtos contaminados cheguem ao consumidor.

Alerta à População: O MPAM cobrou uma campanha de comunicação e alerta à população sobre os riscos de consumir bebidas não adquiridas em estabelecimentos formais e seguros.

Preparação

A Recomendação prevê a preparação da rede de saúde para possíveis casos de intoxicação, incluindo a criação de um protocolo específico de diagnóstico e tratamento, além da aquisição do antídoto adequado nos hospitais de referência.

O documento também requisita que a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) estenda as ações a todos os municípios do interior, garantindo uma atuação uniforme em todo o território amazonense, já que a circulação de bebidas adulteradas pode afetar localidades mais distantes.

Os órgãos notificados têm o prazo de 15 dias para informar o MPAM sobre o acatamento da Recomendação e apresentar um relatório detalhado das providências adotadas.

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