Início Amazonas MPF pede bloqueio de R$ 5,7 milhões de Mouhamad e mais 8 por fraudes na saúde do AM
Amazonas

MPF pede bloqueio de R$ 5,7 milhões de Mouhamad e mais 8 por fraudes na saúde do AM

Maus Caminhos

Envie
MPF pede bloqueio de R$ 5,7 milhões de Mouhamad e mais 8 por fraudes na saúde do AM
MPF pede bloqueio de R$ 5,7 milhões de Mouhamad e mais 8 por fraudes na saúde do AM
Envie

Manaus/AM - O Ministério Público Federal (MPF) no Amazonas ingressou com sete novas ações de improbidade administrativa na Justiça Federal contra o médico e empresário Mouhamad Moustafa, outras oito pessoas e também sete empresas ligadas a ele, por desvios milionários de recursos da saúde do Estado do Amazonas, em esquema revelado pela operação Maus Caminhos. O MPF pede, nas ações, a indisponibilidade de bens dos réus no valor total de R$ 5.734.579,60, para garantir eventual reparação dos prejuízos causados ao patrimônio público caso venham a ser condenados.

Por meio de decisões liminares, a Justiça já determinou o bloqueio de R$ 1 milhão, em dois processos. Além de Mouhamad, são alvos das novas ações de improbidade Jennifer Naiyara Yochabel Rufino Correa da Silva, Karina Moustafa, Paulo Roberto Bernardi Galacio, Alessandro Viriato Pacheco, Davi de Azevedo Flores, Gilberto de Souza Aguiar, Erhard Lange e Priscila Marcolino Coutinho, além das sete empresas utilizadas pelo grupo para praticar os desvios e do Instituto Novos Caminhos (INC), principal destinatário de recursos públicos da área de saúde do Estado no período investigado e também réu nas ações.

Nos pedidos finais, baseados na Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/92), o MPF pede a condenação do grupo à devolução integral dos recursos desviados, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, multa civil de até duas vezes o valor do recurso desviado, perda dos direitos políticos, suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais por prazo de cinco anos.

Investigação conjunta envolvendo o MPF, a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Polícia Federal (PF) constatou que o grupo se uniu com a finalidade única de desviar recursos públicos federais, destinados à saúde no Estado do Amazonas. Para isso, atuaram como agentes para a contratação das empresas Salvare Serviços Médicos, Total Saúde Serviços Médicos e Enfermagem, Sociedade Integrada Médica Do Amazonas (Simea), D' Flores, Ita Serviços, Amazônia Serviços e Comércio e Medimagem, por meio do Instituto Novos Caminhos (INC).

Nas ações, o MPF ressalta que, embora a contratação das empresas para o fornecimento de serviços e materiais não fosse proibida, o grupo realizou contratações diretas, sem prévio procedimento de seleção, desobedecendo os critérios previstos pela Lei de Licitações de forma consciente, a fim de viabilizar que membros da organização criminosa se passassem por legítimos fornecedores e obtivessem para si parte dos valores superfaturados provenientes de pagamentos do Estado.

As ações seguem em tramitação na Justiça Federal. Duas das sete ações, referentes às empresas Salvare e Simea, já tiveram decisões liminares favoráveis ao bloqueio de bens, decretando a indisponibilidade de R$ 1 milhão.

Siga-nos no

Google News
Quer receber todo final de noite um resumo das notícias do dia?