
Todas as áreas de grande concentração de pessoas durante os jogos e eventos da Copa do Mundo em Manaus, em junho deste ano, terão fiscalização reforçada para coibir a exploração do trabalho infantil. A informação foi divulgada durante encontro com órgãos do Município e Estado, na Câmara Municipal de Manaus para discutir o combate ao trabalho de crianças e adolescentes durante o mundial.
De acordo com o coordenador da Unidade Gestora da Copa, Miguel Capobiago, o Governo do Estado está alinhado com a prefeitura de Manaus para a fiscalização e coibição da exploração e do trabalho infantil. “Neste trabalho a sociedade e a Segurança Pública são os grandes parceiros para o controle da exploração de crianças e adolescentes em nossa cidade. Assim poderemos garantir que a Copa do Mundo trará legados para o Estado”, afirmou.
A presidente da Comissão de Educação da Câmara Municipal, vereadora Therezinha Ruiz, coordenadora do encontro, destacou que o combate ao trabalho infantil é algo que precisa ser constantemente trabalhado, pois segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, de 2012, Manaus tem cerca de 51.600 crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil, na faixa etária de 5 a 17 anos. Em todo Amazonas esse número alcança 86 mil crianças.
De acordo com a vereadora professora Therezinha Ruiz, o encontro foi realizado para saber quais as ações que estão sendo colocadas em prática para erradicar o trabalho infantil no Estado e principalmente em Manaus, que concentra 60% dos casos identificados. “É um trabalho contínuo para evitar que crianças estejam envolvidas com trabalho infantil, um dos principais causas do abandono escolar”, disse a vereadora.
Therezinha Ruiz afirmou que, por meio da Comissão de Educação, vai solicitar que as Secretarias Municipal e de Estado da Educação redobrem a atenção para o problema. “Queremos pedir parceria no sentido de que não permitam mais que crianças deixem de ir à escola sem saber o real motivo. Muitas vezes são os próprios pais que colocam as crianças para trabalhar”, afirmou.
Fiscalização
Durante a audiência, a representante da Secretaria Municipal de Assistencia Social e Direitos Humanos, Gecilda Albano Peçanha, e também presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, disse que a principal preocupação não é ao redor da Arena da Amazônia, palco dos jogos, mas nos locais de aglomeração como a Ponta Negra, zona oeste, e Centro de Manaus. “A Arena terá um aparato de segurança muito forte, por isso, é possível que essas crianças sejam atraídas para os outros locais”, afirmou.
A atenção, segundo ela, também será redobrada no aeroporto, rodoviária e avenida Itaúba, bairro Jorge Teixeira, na Zona Leste, e outros. “As equipes atuarão em regime de plantão e poderão ser acionada em caso de situação de risco. O Plano de Ação funcionará ainda com uma equipe volante, que fará buscas no entorno da arena e nos demais locais de grande concentração”, afirmou.
Plano de ação
No Plano de Ação que será executado na Copa para coibir o trabalho infantil estão envolvidos órgãos governamentais e não governamentais como: Semadh, Seas, secretarias estadual e municipal de Educação, secretarias estadual e municipal de Saúde, Amazonastur, Manauscult, Ministério Público Estadual e Federal, Conselhos Tutelares, Polícias Militar e Civil, UGP Copa, além dos conselhos estadual e municipal da Criança e do Adolescente, Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais, responsável pelo atendimento ao menor infrator, com o apoio do Projeto Socioeducativo Ame à Vida.


