
O vereador e suplente de deputado federal, Plínio Valério (PSDB), disse estar dividido entre sentimentos de estranheza e indignação, diante das “quase insuportáveis” pressões para que ele decida se fica na Câmara Municipal de Manaus ou se renuncia ao seu mandato de vereador para assumir a Câmara Federal, na vaga aberta com a ausência de Pauderney Avelino, que assumiu o cargo de secretário municipal de Educação, e Eron Bezerra, que se licenciou para permanecer no cargo de secretário de Produção Rural.
“Não estou pleiteando a vaga de deputado federal de forma graciosa. Conquistei uma suplência nas urnas, com 80 mil votos”, retruca Plínio Valério.
Plínio lembra que ainda nem expirou o primeiro prazo a que tem direito, inclusive pelo regimento Interno da Câmara Federal, de afastamento de 30 dias (renováveis por mais trinta), para assumir a cadeira de deputado federal. “Há quem queira que eu tome decisões atabalhoadas, açodadas, para satisfazer seus próprios interesses. Mas, Plínio Valério nunca se deixou instrumentalizar por ninguém. Sou dono dos meus atos e devo meus mandatos somente ao povo”, diz Plínio Valério, acrescentando que não há qualquer motivo para não fazer uso do seu direito de se repaldar juridica e politicamente para garantir os mandatos que conquistou através do voto popular.
Bem ao seu estilo, sem meias palavras, Plínio diz não entender e se indignar por ter que rebater ataques de alguns poucos que também são do Amazonas, fazem parte desse povo como ele. “Há pelo menos quatro casos que temos conhecimento em Brasília, onde vereadores assumiram cargos no Congresso Nacional, até mesmo como senador da República, com todo apoio das autoridades de seus Estados de origem. Pergunto, por que comigo está havendo toda essa polêmica? É por que é o Plínio Valério, ou porque alguém sofre da Síndrome do Colonizado que não se vê nos mesmos direitos politicos dos outros Estados da Federação”, critica Plínio, acrescentando: “Como vou brigar pelos direitos da população do Amazonas, se não lutar nem pelos meus direitos?”.

