Cerca de 40 advogados foram na manhã desta quinta-feira (15) à sede da Polícia Militar do Amazonas ler um desagravo em repúdio à violência sofrida pela advogada Islene Marques Setubal, que relata ter sido espancada pelo policial militar Francisco Ferreira da Rocha, na madrugada do último dia 30.

De acordo com o presidente da OAB-AM, Alberto Simonetti Neto, soldados fortemente armados tentaram impedir a entrada dos membros da OAB à sede do órgão. “Depois, a entrada foi autorizada pelo Coronel Romel, que permitiu a realização da leitura da nota de repúdio”, afirmou Simonetti.

Islene Setubal mantém a versão de que foi violentamente agredida pelo policial, enquanto exercia seu trabalho, durante uma fiscalização na casa de shows que ela representava. Ela relata que a agressão começou quando o policial questionou a autenticidade do alvará de funcionamento da casa de shows, que fica no bairro de Santa Etelvina (na Zona Norte).

No mesmo dia o caso foi encaminhado à Corregedoria Geral do Sistema de Segurança Pública, no entanto, nenhuma medida ainda foi tomada, segundo confirmou Simonetti. Ele ressalta, ainda, o respeito que os advogados mantém à corporação. “Temos ciência de que esse episódio foi isolado e praticado por um policial que não honrou a farda. Sabemos que a maioria os policiais respeita as prerrogativas do advogado e os direitos dos cidadãos. No entanto, há um diminuta minoria que pratica de forma contumaz o abuso de autoridade e truculência”, afirmou.
Durante o ato, advogados mostraram preocupação com o fato de o PM que cometeu a agressão ocupar, atualmente, o cargo de delegado de polícia no município de Apuí. “Lá, ele já demonstrou seu despreparo para o exercício do cargo. Tanto pelo seu passado agressivo, quanto pela forma espalhafatosa como iniciou seu trabalho naquele município, fantasiando-se de ‘xerife texano’”, pontuou Simonetti.
A partir de agora, o caso segue para o Ministério Público Estadual (MPE), além de ser apurado pela Corregedoria Unificada. “Além disso, foi instaurado um inquérito na Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher. Estamos unidos para defender uma colega e nunca compactuaremos com policial que usa da violência e arbitrariedade, enquanto deveria estar fazendo cumprir a lei”, ressaltou Simonetti.
OAB-AM vai à sede da Polícia Militar cobrar punição a policial que violentou advogada
Cerca de 40 advogados foram na manhã desta quinta-feira (15) à sede da Polícia Militar do Amazonas ler um desagravo em repúdio à violência sofrida pela advogada Islene Marques Setubal, que relata ter sido espancada pelo policial militar Francisco Ferreira da Rocha, na madrugada do último dia 30.
De acordo com o presidente da OAB-AM, Alberto Simonetti Neto, soldados fortemente armados tentaram impedir a entrada dos membros da OAB à sede do órgão. “Depois, a entrada foi autorizada pelo Coronel Romel, que permitiu a realização da leitura da nota de repúdio”, afirmou Simonetti.

Islene Setubal mantém a versão de que foi violentamente agredida pelo policial, enquanto exercia seu trabalho, durante uma fiscalização na casa de shows que ela representava. Ela relata que a agressão começou quando o policial questionou a autenticidade do alvará de funcionamento da casa de shows, que fica no bairro de Santa Etelvina (na Zona Norte).
No mesmo dia o caso foi encaminhado à Corregedoria Geral do Sistema de Segurança Pública, no entanto, nenhuma medida ainda foi tomada, segundo confirmou Simonetti. Ele ressalta, ainda, o respeito que os advogados mantém à corporação. “Temos ciência de que esse episódio foi isolado e praticado por um policial que não honrou a farda. Sabemos que a maioria os policiais respeita as prerrogativas do advogado e os direitos dos cidadãos. No entanto, há um diminuta minoria que pratica de forma contumaz o abuso de autoridade e truculência”, afirmou.
Durante o ato, advogados mostraram preocupação com o fato de o PM que cometeu a agressão ocupar, atualmente, o cargo de delegado de polícia no município de Apuí. “Lá, ele já demonstrou seu despreparo para o exercício do cargo. Tanto pelo seu passado agressivo, quanto pela forma espalhafatosa como iniciou seu trabalho naquele município, fantasiando-se de ‘xerife texano’”, pontuou Simonetti.
A partir de agora, o caso segue para o Ministério Público Estadual (MPE), além de ser apurado pela Corregedoria Unificada. “Além disso, foi instaurado um inquérito na Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher. Estamos unidos para defender uma colega e nunca compactuaremos com policial que usa da violência e arbitrariedade, enquanto deveria estar fazendo cumprir a lei”, ressaltou Simonetti.





