Usando o tom de serenidade que tem caracterizado seu comportamento diante das questões polêmicas que passam pelo plenário, o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, deputado Josué Neto (PSD), foi à tribuna nesta quarta-feira, 19, para contemporizar a discussão a respeito do repasse de R$ 12 milhões para o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), e sua relação com o aumento do número de desembargadores, protagonizada pelo deputado Marcelo Ramos (PSB).
“Eu não estou defendendo aqui o aumento do número de desembargadores, até porque essa é uma decisão do Poder Judiciário, que é independente para definir as suas prioridades, eu estou falando que antes de nós fazermos o repasse, o presidente Ari Moutinho veio a esta casa para explicar quais eram essas prioridades”, explicou Josué Neto, lembrando também que a Aleam já abriu mão desses recursos.
Deixando claro que não tem qualquer interesse em defender grupos, o presidente explicou que dias antes de os deputados votarem o repasse ao Tribunal de Justiça, o desembargador Ari Moutinho veio à Aleam justificar o pedido e as prioridades em que os recursos seriam aplicados. Josué Neto lamentou que o deputado Marcelo Ramos não estivesse presente à reunião, onde segundo ele pelo menos 14 deputados estiveram presentes, inclusive o líder da oposição José Ricardo Wendling (PT).
Segundo o presidente Josué Neto, o desembargador Ari Moutinho conversou com os deputados informando que a justificativa desse repasse de R$ 12 milhões da Assembleia Legislativa ao Judiciário, tinha três principais objetivos - o aumento do número de desembargadores; a realização de um novo concurso para juiz; e a melhoria das estruturas das comarcas do interior. “E ele falou de forma aberta para todos os deputados que estavam na reunião”, disse.
Segundo o presidente Josué Neto, neste ano a Assembleia Legislativa vai trabalhar com R$ 34 milhões a menos que no ano passado, somando o repasse, o aumento concedido a todos os servidores da casa e outras ações de modernização do Poder Legislativo.

