
O projeto social “Ferinhas do Jiu-Jítsu”, desenvolvido pelo Grupo Força Especial de Resgate e Assalto da Polícia Civil do Amazonas, continua formando campeões dentro e fora dos tatames. No esporte, a mais nova comemoração veio com a conquista de oito medalhas no campeonato Mundial de Jiu-Jítsu, realizado neste mês de julho, em São Paulo. A boa qualidade de vida se consolida como o objetivo principal do projeto.

Essa e outras vitórias contam com o apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Juventude, Esporte e Lazer, e das famílias que se unem para apoiar os mais de 100 jovens atendidos pelo projeto social.
O estudante Luís Carlos Moreira foi um dos campeões do mundial e trouxe uma medalha de ouro para o Amazonas. Ele conta que, além da expressiva representação esportiva, o projeto colaborou para a boa convivência familiar. “É a quarta vez que participo de competições nacionais e sempre ganho experiência nova para seguir minha carreira de esportista, porém, muito mais que isso, eu vejo que houve mudanças na minha vida junto a minha família”, disse.

Depois que passou a frequentar os treinos, os filhos da dona de casa Karen da Silva melhoraram o relacionamento em casa. “Sempre tive problemas com meus dois filhos porque eles viviam brigando dentro de casa, mas ao entrarem para o projeto, há um mês, passaram a ter boas atitudes e deixaram de fazer isso”, relata.
A proposta é oferecer um desenvolvimento socioeducativo na vida dos alunos, conforme comenta o coordenador da ação social, Melquisedeque Galvão. “É muito bom poder ajudar esses jovens a terem um crescimento saudável para serem bons cidadãos e conquistarem grandes espaços no futuro”, destaca ele, que divide o tempo profissional como investigador do Grupo Fera, durante o dia, e à noite com o lado solidário nos treinos.

Homenagem – Os treinamentos são desenvolvidos em uma área coberta da residência do casal Fernando e Mariana Araújo, pais de Fernando de Araújo Filho, falecido em agosto do ano passado. Para o casal, a saudade do filho é superada pela presença contagiante dos jovens que lotam o local diariamente para treinar.

“Eu perdi meu filho, mas geramos centenas a partir dele. Tenho certeza que ele está feliz ao ver os frutos desse trabalho”, conta o pai Fernando Araújo, 50, que trabalha como autônomo.
Em homenagem ao ex-atleta, o “Ferinhas do Jiu-jitsu” passou a ser chamado de projeto “Nandinho”. No próximo dia 5 de agosto a comunidade e os atletas vão realizar no local de treinamento uma missa de ação de graça de ano de falecimento do Fernando Filho.

