Mostrando uma “pilha” de documentos que fazem parte do relatório do Ministério Público Estadual sobre a investigação das obras do estacionamento e do centro médico da Assembleia Legislativa do Amazonas, que aponta superfaturamento, segundo laudo de dois engenheiros, o deputado estadual Marcelo Ramos cobrou uma posição da Casa. “Não aceito atitudes de fazer julgamentos antes, que não dão direito de defesa, mas também não podemos fazer ‘cara de paisagem’. A Assembleia tem que apresentar uma resposta à sociedade sobre os laudos, nem que seja para desmentir, mas não podemos ficar sem tomar uma posição”, enfatizou.
Ramos citou que dos 105 itens da planilha de custos da obra, o engenheiro civil do MPE, Vicente Paulo Rodrigues, analisou 18 e constatou que oito apresentam superfaturamento na ordem de R$ 3 milhões.
O parlamentar também adiantou que vai procurar informação com o Conselho Nacional do Ministério Público para que informe a respeito do procedimento a respeito da postura do Sub-procurador geral do MPE, José Hamilton dos Santos, que após receber a avaliação de dois engenheiros do Ministério Público, pediu outro laudo da Secretaria de Estado de Infraestrutura. “O procurador recebeu o laudo e mandou um órgão do Estado fazer a investigação. Isso deve ser brincadeira. Por isso, quero saber do Conselho Nacional se essa atitude do Sub-procurador é correta”,concluiu.
