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Rotta requer cópia da ata de reunião que aprovou aditivo do edifício garagem

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O deputado estadual Marcos Rotta (PMDB) requereu uma cópia da ata de reunião da Mesa Diretora que aprovou o aditivo de R$ 1,6 milhão para a obra do edifício-garagem da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas .

 

A cópia da ata foi requerida por Rotta, de forma oral e escrita, com base no regimento interno da Casa, na Constituição do Estado e na Lei da Transparência.  

 

Ainda na tribuna, Rotta desafiou o ex-presidente da Casa a apresentar fotos, vídeos e ata assinada que comprovem a participação do peemedebista em reunião realizada no dia 13 de janeiro deste ano, na qual foi aprovado o aditivo para a obra do edifício-garagem, ou de qualquer outro encontro da Mesa Diretora do biênio 2011/2012.      

“Exijo, como deputado, que os responsáveis por confeccionarem a ata de uma reunião, da qual jamais participei, venham a público para reparar os danos causados. Afinal de contas, isso compromete a imagem daqueles que nada tem a ver com as denúncias e também da Casa Legislativa”, afirmou Rotta, ao acrescentar que, no dia da data indicada da tal reunião, estava no período de recesso parlamentar e se encontrava na cidade de Cascavel (PR), na companhia de sua família.

No biênio 2011/2012, Rotta ocupava o cargo de vice-presidente da Casa e, como tal, jamais foi consultado acerca das políticas definidas pelo ex-gestor. “Cheguei a utilizar meu tempo na tribuna para chamar a atenção, várias vezes, do ex-presidente acerca de suas decisões monocráticas. Isso porque, na minha avaliação, se existe uma mesa, a mesma deve ser consultada para a realização de ações. No entanto, o ex-gestor cumpriu, ao pé da letra, o regime presidencialista da Casa e tomou decisões de forma individualista”, comentou Rotta.

Na avaliação do líder do PMDB na Aleam, chegou a hora de a Casa se posicionar quanto às denúncias contra o ex-presidente. “A Comissão de Ética tem de ser acionada. A verdade tem de vir à tona, uma vez que eu nunca participei dessa reunião. Se é que, de fato, essa reunião existiu”, afirmou o deputado.  

Como parlamentar, em seu quarto mandato, Rotta lamentou a forma de como esses acontecimentos, que maculam a imagem da Casa Legislativa, estão sucedendo. “Não me sinto nem um pouco confortável, ao subir nesta tribuna, para tentar colocar uma pedra nessa história. Volto a afirmar que minha incumbência como vice-presidente se resumia a substituir o presidente na abertura dos trabalhos. Jamais fui consultado, nem mesmo de maneira informal, a respeito das prioridades, das ações e das metas empreendidas nesta Casa”, ressaltou Rotta.      

Apartes

Durante pronunciamento, Rotta foi aparteado pelos deputados Marcelo Ramos (PSB), Conceição Sampaio (PP) e Vicente Lopes (PMDB) que comungaram da mesma opinião de Rotta quanto à inexistência da reunião e ao posicionamento, em caráter de urgência, da Casa em relação às denúncias contra o ex-presidente. “Quero manifestar a confiança absoluta no deputado Marcos Rotta e nos demais parlamentares que compunham a Mesa Diretora (2011/2012). Mas creio que não houve erro de digitação. Aliás, essa reunião nunca ocorreu. A decisão de aditamento foi exclusiva do ex-presidente”, afirmou Ramos.

 

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