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Técnicos do Ipaam orientam redução de desmatamento em interiores do AM

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Técnicos do Ipaam orientam redução de desmatamento em interiores do AM
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Técnicos do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas, que trabalham na Gerência de Educação Ambiental, encontram-se em viagem pelos municípios de Apuí, distante 453 Km de Manaus, e de Manicoré, a 333 Km da Capital, para realizarem ações de Educação Ambiental, principalmente em assentamentos rurais.
 
Em Apuí, a equipe de Educação Ambiental do Ipaam iniciou as atividades nos assentamentos localizados na BR-230, Km 100. Em Manicoré, a equipe reunirá com as lideranças da Vila de Santo Antônio do Matupi, no Km 180, também localizado na BR-230.
 
Nessa viagem à Apuí, o objetivo do IPAAM é levar orientações aos comunitários dos assentamentos do Juma, visando reduzir o desmatamento, além de orientações sobre resíduos sólidos e sobre como diminuir o consumo e comércio de animais silvestres. O desmatamento no município é associado em grande parte à produção pecuária extensiva.
 
A equipe viajou com o propósito de alcançar as seguintes localidades: Rodovia estadual NAP-01, Vila do Km 36 e Vila do Km 100, sentido Apuí/Novo Aripuanã.  Também a Rodovia Transamazônica - sentido Jacaré Acanga/PA e Distrito de Santo Antônio do Matupi, em Manicoré.

Segundo o presidente do Ipaam, Antonio Ademir Stroski, esse formato será novamente multiplicado neste ano em outros municípios do interior. Stroski explica que a educação ambiental executada pelo Ipaam está mais voltada para o interior do Estado, municípios bem mais carentes de orientação.
 
“No ano passado, o Ipaam esteve em 14 municípios realizando ações de educação ambiental que envolveram quase 5 mil pessoas, entre professores, estudantes e comunitários, superando as dificuldades da geografia do Amazonas e de lojística, com o firme propósito de educar para o uso correto dos recursos naturais e a correta relação do homem com a natureza”, declarou..
 
Assentamento do Juma - O projeto de assentamento Juma surgiu em 1982, como fruto da construção da Rodovia Transamazônica. Ele tem 689 mil hectares e capacidade para 7,5 mil famílias. Foi criado no contexto de uma geopolítica de expansão, segundo a máxima da terra sem homens. O governo trouxe colonos do sul do país, principalmente do norte do Paraná, e pagou a eles um salário mínimo durante seis meses. Os migrantes chegaram aqui e sofreram com a realidade da floresta. Muitos voltaram, muitos morreram.
 
O perfil do assentado do Juma é diferente das populações tradicionais, como os ribeirinhos. Os colonos trabalham com a agricultura familiar e foram os responsáveis por tornar Apuí produtor de café no Amazonas, a partir dos incentivos como financiamentos e assistência técnica por parte do governo do Estado. O café leva em média quatro anos para produzir e a média anual produzida no município já esteve entre 4 a 5 mil sacas entre 2008 e 2012.
 
O Ipaam leva para a comunidade agrícola orientações para combate ao desmatamento ilegal, manejo de resíduos e consumo consciente para evitar a matança de animais silvestres e o uso indevido de carne de caça, fomentando entre os agricultores e moradores do assentamento um modo de vida sustentável
 
O presidente do Ipaam, Antonio Ademir Stroski, entende que o consumo de carne de caça é um hábito cultural no Amazonas, mas é preciso que as pessoas compreendam que há outras opções de proteína para um consumo legal. 

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