Manaus/AM - Com uma edição que buscou pautar a escolha de artistas jovens e periféricos, artistas da velha escola que fazem parte da construção da cultura popular e musical em Manaus, o Mormaço Sonoro chega ao ar com uma proposta pulsante que pensa música como formação cultural cidadã, inclusão social e combate à desigualdade.
Desta vez, em formato de podcast, devido à pandemia da Covid-19, a segunda edição da série é realizada com a cantora Karen Francis, a banda Vagalumes da Vila, Lucinha Cabral, Cleia Alves e o rapper Aruack, todos eles falam sobre seus processos individuais, construção e importância da música em suas vidas.
"Música é uma linguagem artística inspiradora, ela me move, nada mais justo que ter ela como base de um projeto tão importante. Música como linguagem, pensamento e cultura. Conversar sobre processo de produção com artísticas de nossa terra nos leva a compreendermos mais como povo, e o que ele escuta dentro de sua diversidade”, afirma Keila Serruya Sankofa, idealizadora da ação.
É importante ressaltar que além de jovens artistas jovens atuantes em outros espaços além da centralidade de onde a cena musical é reconhecida, existe ainda, a participação de mulheres artistas da velha escola que fazem parte da construção da cultura popular e musical em Manaus, prezando, assim, por uma maior diversidade de localidade, contemplando diversas realidades da cena musical manauara.
"A realização do Mormaço Sonoro provou o quanto os coletivos são essenciais para a produção artística, foi através de muito trabalho e criatividade que conseguimos realizar esta segunda edição em formato de podcast. Isso com toda segurança e cuidado com os profissionais da produção e artistas da música convidados este ano." reitera Ana Carolina, Diretora de Produção.
Assim como na primeira edição, que aconteceu em 2019, o projeto priorizou a diversidade de vertentes musicais e uma diversidade geracional de artistas. Foram selecionados artistas solos, para evitar aglomerações. Os integrantes da única banda participante desta edição, Vagalumes da Vila, moram na mesma casa. Tal preocupação se dá devido ao cenário manauara que passa por um alto crescimento da Covid-19.
O rapper Aruack, conta como este formato foi fundamental neste momento de pandemia. “Esse formato permitiu que o público tivesse acesso a uma forma segura e consciente de mostrar o artista, diferente das lives que chegaram com uma configuração irresponsável sobre aglomeração e exageros quanto à bebidas alcoólicas, o podcast traz a alternativa mais coerente a ser usada durante esse momento de pandemia”, finaliza.
Mormaço Sonoro foi gravado em Manaus, e é realizado pelo Grupo Picolé da Massa, com o apoio da Prefeitura de Manaus, por meio do Edital Conexões Culturais.

