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Arthur ganha palco nacional e já é ameaça a Doria e Alckmin

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Por Coluna do Holanda
14/10/2017 às 01h44 — em Coluna do Holanda
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O prefeito Arthur Neto está ocupando espaços fora do Amazonas. Como resultado da escolha de Manaus como a capital com o maior equilíbrio financeiro no país, ele será palestrante em talk show empresarial no Rio.

Na próxima terça, Arthur vai apresentar o “Case Manaus” em seminário da Firjan, diante de empresários, políticos e  representantes da grande mídia.

Aos poucos vai ganhando musculatura para enfrentar a elite tucana e se habilitar a disputar a presidência da República.

Conteúdo Arthur tem. Conquistar o eleitorado brasileiro é um caminho a ser percorrido. O palco que estão dando ao prefeito de Manaus é o que ele conhece, mais do que João Doria ou o próprio Geraldo Alckmin, seus adversários na disputa da vaga de candidato dentro do PSDB.  Há uma grande jornada pela frente, mas são caminhos de pedra, onde Arthur sabe caminhar. 

ESCUTA CLANDESTINA

Aqui e ali surgem denúncias de escutas clandestinas, patrocinadas por agentes públicos.  Em Mato Grosso a coisa fugiu do controle e resultou em ações no STJ. O ministro Mauro Campbell, relatou do caso,  decretou o sigilo do inquérito e de todos os demais procedimentos evocados, “para que sejam  submetidos a criterioso e célere controle judicial, a fim de sustentar os demais atos da investigação. “

DINHEIRO DO TRÁFICO

No momento em que o país atravessa a pior crise moral na política, o inimigo número 1 da Lava Jato ‘descobre’  que o crime organizado participa do financiamento de campanhas eleitorais. Fato que é conhecido desde o velho ‘jogo do bicho’.

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Mas o ministro Gilmar Mendes, que tem combatido a mão pesada do juiz Sérgio Moro, põe na vitrine o dinheiro ‘sujo’ do crime como o maior perigo na política. E talvez seja, já que permitiram que o Congresso escancarasse a janela para doações não contabilizadas. À medida que a nova lei proíbe doações de empresários, deixa uma janela aberta para doações clandestinas. Ficou mais fácil o dinheiro sujo ir parar no bolso dos políticos, enquanto o povo paga a conta dos gastos de campanha. 

LOBO ENCRENCADO

O MPF acusa Afonso Lobo de envolver o TCE em falso testemunho em defesa de uma ré arrolada na operação Maus Caminhos, e ainda fezer mau uso do Portal da Transparência, supostamente suprimindo ordens bancárias efetivadas, depois de ter dado depoimento ao Ministério  Público. Lobo nega, mas a encrenca está formada. E é séria.

VEJA A DEFESA DE LOBO

Em relação à matéria "MPF denuncia ex-secretário de Fazenda por falso testemunho", veiculada nesta sexta-feira dia 13 de outubro pelo próprio Ministério Público Federal em seu site na internet, afirmo:

1 - Que estarei nesta próxima segunda-feira, dia 16 de outubro, solicitando acesso ao depoimento gravado, para demonstrar o rigor dos fatos, pois tenho certeza que não afirmei, em nenhum momento do depoimento prestado à Justiça Federal, na condição de testemunha, que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) havia orientado a Sefaz quanto a classificação que vem sendo adotada para definir o Fundeb, mesmo porque como gestor público tenho a exata noção de que o TCE não é órgão consultivo.

2 - O que afirmei foi que a definição da fonte Fundeb está baseada no Manual Técnico do Orçamento do Estado e que anualmente o Estado vem sendo fiscalizado pelo TCE e que não sofreu nenhuma ressalva a respeito;

3 - Reafirmo o inteiro teor do depoimento prestado. Espero que ao fim deste episódio, quando restar provado a correção de minhas declarações, seja dado, pelo Ministério Público e pela imprensa, igual destaque ao das acusações presentes;

4 - Um dos aspectos mais relevantes do Sistema de Execução da Receita Pública - o Sistema AFI, é sua absoluta transparência e rastreabilidade.  A iniciativa do Ministério Público revela-se como uma oportunidade para aprofundarmos a demonstração que as declarações, sobre uma questão técnica complexa, refletiram absolutamente a verdade dos fatos;

5 - Destaco ainda que quando atendi a Justiça Federal no referido depoimento, em junho deste ano, já não era mais secretário da Fazenda do Amazonas, portanto sem qualquer ingerência administrativa na Sefaz, uma vez que estive no comando da Secretaria até janeiro desse mesmo ano;

6 - Nos dias atuais, denuncia-se e condena-se via redes sociais e web, portanto, como tem sido meu comportamento ao longo do exercício da função pública, assumo o compromisso de prestar à sociedade todos os esclarecimentos do meu procedimento seja quanto ao depoimento prestado, quanto aos fatos relacionados ao exercício do cargo de Secretário de Fazenda. Jamais me neguei a prestar contas e discutir de público todas as questões levantadas, assim o farei neste assunto. Nada temo.

Afonso Lobo

NOVATO NA ALEAM 

Estreando novo mandato na Assembleia, Donmarques Mendonça entra forte na ‘seara’ policial militar, reduto de dois colegas deputados. Cabo Maciel e Platiny Soares agora terão de dividir com Don a defesa da PM, da PC e dos Bombeiros. Vai faltar voto para alguém.

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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