A disputa do governo do Estado em 2014 não vai ser uma batalha fácil. Se as pesquisas apontam que o senador Eduardo Braga varia entre 47 e 51% da preferência do eleitorado, a probabilidade de segundo turno - contra Hissa Abrahão ou Rebecca Garcia - é grande. Eduardo tem um longo caminho a percorrer e precisa recompor um time que se desfez nos últimos meses. Compor com o governador Omar Aziz e assegurar o apoio do vice, José Melo, caso este assuma o governo em março, pode ser vital para sua eleição.
ARTUR, UM PROBLEMA
Braga tem outro problema: o prefeito Artur Neto. Parte do seu eventual sucesso dentro de Manaus, com um eleitorado de mais de 1,2 milhão de eleitores, vai depender dos rumos que a administração do atual prefeito tomar. Se for um sucesso, com o verão ajudando e as obras acontecendo, o cenário para 2014, hoje francamente favorável a Braga, pode mudar radicalmente.
PREFEITO FICA DE FORA
O prefeito Artur Neto já bateu o martelo: não será candidato em 2014. Sonha com o Senado em 2018, quando duas vagas estarão em jogo. Por enquanto, estimula o vice Hissa Abrahão a testar a popularidade junto aos eleitores.
IMPEDIMENTOS DE HISSA
Hissa Abrahão tem a vantagem de ficar no cargo de vice-prefeito de Manaus, não sendo necessária a renúncia para disputar o governo do Estado, mas não pode assumir a prefeitura de Manaus, mesmo na ausência de Artur, a partir de março do próximo ano.
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Quer dizer, em 2014, confirmada a candidatura de Hissa ao governo, nos impedimentos de Artur Neto assume o presidente da Câmara ou, na ausência deste, o juiz mais antigo de Manaus.
ALFREDO ACHA QUE NÃO MORREU
O senador Alfredo Nascimento (PR) anda mandando recados: um deles, o de que não está morto politicamente. Ele tem se aproximado do senador Eduardo Braga e da presidente Dilma. Se disputar a reeleição pode encontrar pela frente o governador omar Aziz.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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