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Com os partidos abduzidos, Amazonino ataca 'os políticos que estão aí‘

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Por Coluna do Holanda
03/04/2022 01h15 — em Coluna do Holanda

O fechamento da janela partidária, período no qual os candidatos a candidatos poderiam se filiar ou mudar de partido - revelou a um só tempo amadorismo e esperteza. Enquanto o governador Wilson Lima abduzia 58 prefeitos e enfeitiçava dezenas de partidos políticos, o ex-governador Amazonino Mendes ficava entrincheirado em uma zona cinzenta e forçado a tomar uma decisão que sabe perigosa: ingressar no Cidadania/PSDB. Ainda não está no limbo, mas pode ficar, na medida em que seu discurso ferino contra os políticos acaba mexendo com a base de apoio que pretende formar ou atrair, fora o risco que representa para ele a cisão no PSDB, com a pré-candidatura do senador Plínio Valério.

Quando Amazonino diz que é “ a pior opção para  a classe politica que está aí ,” " porque o povo está comigo ", generaliza, provoca insatisfação de aliados  - os poucos que restaram e que também guardam esqueletos no armário.

O ex-governador depende tanto da classe política que agora, tardiamente, tenta recompor com prefeitos e busca uma aliança, ainda que indireta, com o senador Eduardo Braga.

Amazonino é uma lenda, tem uma história, um legado, mas seu avanço no espaço políticos - a partir da linha de partida agora em formação  pelos pré-candidatos  após o fechamento da janela partidária - depende menos do seu passado de realizações e mais de uma estratégia voltada para reconquistar aliados e chegar ao coração do eleitor.

Não apontando o dedo para os desencantos que ficaram, para as feridas abertas com a pandemia,  a recessão e o desemprego. É preciso criar oportunidades e mostrar que pode criá-las. Não fará isso sem os políticos ao seu lado. Ou sequer chegará ao governo.

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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