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Extremistas X extremistas

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Por Coluna do Holanda
13/04/2025 às 23h56 — em Coluna do Holanda
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O ministro Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal, disse que o STF tomou para si o combate ao extremismo. Esqueceu que essa não é uma função do tribunal, mas dos órgãos de investigação, de inteligência e controle do governo. E, ainda assim, quando agem, devem considerar travas que impeçam uma caça as bruxas com excessos que descambem em restrições à liberdade de expressão.

O mais é autoritarismo, que não pode ser confundido com defesa da democracia.

O STF é um tribunal constitucional, não uma delegacia de polícia, com poderes investigativos, nem pode se apropriar de atribuições inerentes ao Ministério Público - de denunciar. Seu papel é julgar dentro de princípios da ampla defesa e do contraditório.

Esse comportamento dos ministros do STF, de que tudo podem, é tão nocivo à democracia quanto  atos atribuídos a extremistas. E tão extremista quanto, se levarmos em conta que o conceito   de extremismo está associado  ao fechamento de diálogo ou à negociação. 

Há ódio e vendeta em algumas manifestações de ministros, uma mistura de ativismo judicial com extremismo político. 

Não foi um ministro do Supremo que declarou que não há espaço no Brasil para apaziguamento, e impôs penas severas a manifestantes do 8 de janeiro do ano passado? 

Não foi Barroso que entrou abruptamente pela porta dos fundos da  política ao responder a um manifestante que o instigava logo após as eleições presidenciais com a infeliz frase: " Perdeu, Mané", em alusão a derrota de Bolsonaro para Lula?

Como os dois lados do espectro político ( O PT não conta) e o STF se tornou um tribunal político - se comportam, acabam se tornando irmãos siameses. 

Ambos dizem defender a democracia e ambos agem de forma hostil, incapazes de construir pontes e consensos.

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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